Barroca aposta em Oxum e sonha com título inédito no Anhembi

Por - 13/02/2026 - 18:30

Rafael Tinguinha, intérprete da BarrocaRafael Tinguinha, intérprete da Barroca - Foto: Reprodução/Instagram

A Barroca Zona Sul volta à avenida com fé e ambição renovadas. Em busca de um título inédito no Grupo Especial, a verde e rosa escolheu Oxum como grande inspiração do próximo desfile. Assim, a escola aposta novamente na fórmula que funcionou no ano anterior, quando reverenciou Iansã e conquistou destaque pela força simbólica do tema.

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Agora, o enredo “Oro Mi Maió Oxum”, assinado por Pedro Alexandre Magoo, promete exaltar a orixá das águas doces, do amor e da fertilidade. Além disso, a proposta deve unir beleza, ancestralidade e emoção, elementos que dialogam diretamente com a identidade da agremiação da zona sul paulistana.

O samba-enredo nasceu do trabalho coletivo de compositores como Thiago Meiners, Sukata, Morganti, Claudinho, Fernando Negão, Shumacker, Valencio, L. Santos, Daniel Paixão, Léo PZ, Beto Savanna, Wilson Mineiro e Tubino. Portanto, a obra chega como um dos pilares da tentativa de virada da escola no Carnaval.

Última a desfilar na sexta-feira e chance de recuperação

Depois de enfrentar dificuldades em 2025, a Barroca entra em 2026 acima de tudo com o objetivo de reagir. No último Carnaval, a escola somou 269 pontos e terminou a apuração na 12ª colocação. No entanto, evitou o rebaixamento apenas por vantagem nos critérios de desempate sobre os Acadêmicos do Tucuruvi.

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Dessa forma, o próximo desfile ganha peso ainda maior. A Barroca será a última escola a cruzar o Sambódromo do Anhembi na sexta-feira, 13 de fevereiro. Além disso, dividirá a noite com nomes fortes como a campeã Rosas de Ouro, o tradicional Vai-Vai e os Acadêmicos do Tatuapé.

Assim, a homenagem a Oxum surge como aposta de emoção e impacto, além de representar uma nova chance para a verde e rosa buscar protagonismo no Carnaval paulistano.

Confira a letra do samba da Barroca

Ayêyê Oxum
Da sedução ao mensageiro, Laroyê!
O sagrado fundamento a revelar
Se tornando então eleita de Orunmilá
A filha d’Iemanjá e Oxalá
Senhora dos rios e das cachoeiras
Dona do ouro e de toda minha fé, axé!
O justiceiro do oxê se apaixonou pelo abebé
E o fogo mergulhou no igarapé

Eu vi Mamãe Oxum colhendo lírio, lírio ê
Colhendo lírio pra enfeitar o seu conga
É quem governa o poder da encantaria
É o espelho que nunca vai se quebrar

Ordenança de Exú, ilusão
É rainha de Oxóssi, caçador
Banho de rio a fez chorar, tristeza
Mas a correnteza o amor deixou

Mamãe semeou a vida
As águas doces vão de encontro a mata
Eru Awô, Eru Awô, orixá menino é Logun Edé
Que Olorum abençoou
Oro Mi Má, Oro Mi Maió, pra cantar a sua fé

Ê Yalodê Iyá wô rô, ê Yalodê Iyá
Foi na água da cascata que eu vi Oxum reinar

Cangerê mandou chamar, barravento de Ogã
Pra firmar teu ijexá no raiar dessa manhã
Reflete Oxum no sol dourado a clarear
Eu sou Barroca, macumba de enfeitiçar

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É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino