Beija-Flor leva o Bembé à Sapucaí faz desfile marcante
Por Flavia Cirino - 16/02/2026 - 19:00 - Última Atualização: 17 fevereiro 2026

A atual campeã do Grupo Especial, a Beija-Flor de Nilópolis voltou à Marquês de Sapucaí nesta segunda-feria,16 de fevereiro, com a responsabilidade de manter o protagonismo no carnaval carioca.
A azul e branco da Baixada Fluminense entra na Avenida como a segunda escola da noite, logo após a Mocidade Independente de Padre Miguel e antes de Viradouro e Unidos da Tijuca.
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Para este ano, a expectativa se concentrou no enredo “Bembé”, que leva para o desfile uma das maiores manifestações de candomblé de rua do mundo.
A tradição do Recôncavo Baiano como coração do enredo
O desfile presta homenagem ao Bembé do Mercado, celebrado todos os anos em 13 de maio, em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano. A festa existe desde 1889, logo após a abolição, e nasceu como forma de resistência e afirmação da cultura negra no espaço público.
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Assim, o enredo busca traduzir na Sapucaí a potência espiritual e histórica de um evento que reúne dezenas de terreiros em torno da ancestralidade, da fé e da ocupação das ruas.





Mercado vira terreiro e a cidade canta junto
Todo mês de maio, ainda de madrugada, os tambores anunciam que Santo Amaro vive um dia diferente. O Largo do Mercado se transforma, enquanto barracas ganham novos sentidos e a cidade se enche de cheiro de ervas, comida e dendê.
Além disso, o cotidiano e o sagrado caminham lado a lado. Pessoas dançam, rezam e celebram juntas. Crianças correm, os mais velhos contam histórias e, ao mesmo tempo, a memória dos ancestrais ocupa cada canto.
O cortejo, os orixás e a força simbólica na Avenida
Durante o dia, manifestações como samba de roda, capoeira e Maculelê reforçam a identidade do Recôncavo. À noite, os atabaques chamam os orixás e o mercado vira um grande espaço de respeito e oração.
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No momento mais esperado, balaios seguem preparados: um azul, para Yemanjá, e outro dourado, para Oxum. Dentro deles, flores, perfumes e presentes seguem até o mar em cortejo.
Agora, a Beija-Flor promete transformar a Sapucaí em mercado, rua e terreiro ao mesmo tempo, levando para o carnaval uma história de cultura, fé e resistência.
É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino


















