Mocidade Alegre confirma favoritismo é a campeã do Carnaval de São Paulo

Por - 17/02/2026 - 18:12

Mocidade Alegre vence o Carnaval de SPMocidade Alegre vence o Carnaval de SP - foto: Léo Franco/ AgNews

A Mocidade Alegre é a grande campeã do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo em 2026. A escola do bairro do Limão confirmou o favoritismo com um desfile forte, vibrante e visualmente marcante, que garantiu a décima terceira estrela em sua história.

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Com o enredo “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”, a Morada do Samba levou ao Anhembi uma homenagem poética à atriz Léa Garcia, costurada por referências afro-religiosas, cores intensas e uma narrativa clara. Além disso, a escola sustentou um conjunto técnico consistente em praticamente todos os quesitos, mesmo com pequenas oscilações na evolução no trecho final.

A apresentação brilhou pelo impacto das alegorias, pelo canto da comunidade e pelo entrosamento musical que levantou o sambódromo do início ao fim.

Como foi o desfile da Mocidade Alegre

Liderada por Jhean Allex, a comissão de frente representou a “Trupe do Teatro Experimental do Negro”. Os componentes surgiram com fantasias coloridas e cabeças de serpente, em alusão a Oxumaré, orixá associado ao arco-íris.

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No topo do tripé dourado, Thelma Assis apareceu como Léa Garcia, coroada e elevada como se ascendesse a um palco. Assim, a escola traduziu em linguagem carnavalesca a força artística da homenageada, além de criar um efeito visual de grande impacto logo na abertura.

Harmonia forte e samba potente

O canto da comunidade ecoou com potência na Avenida. A Mocidade repetiu o desempenho seguro dos ensaios e apresentou uma harmonia firme, com momentos estratégicos conduzidos por mestre Sombra.

Os apagões e convenções entre bateria e carro de som empolgaram o público e valorizaram trechos como “Evoé mulher” e “Ô malunga ê”. Enquanto isso, Igor Sorriso comandou o samba com domínio e vibração, reforçando o entrosamento construído ao longo dos anos.

Espetáculo visual

A escola apostou em um conjunto estético coeso, com fantasias criativas, cores bem exploradas e adereços que chamaram atenção. Embora algumas alas iniciais tenham enfrentado dificuldade com costeiros, o impacto geral se manteve alto.

O abre-alas trouxe o “Assentamento de uma revolução cultural negra”, com esculturas femininas em destaque. Já a segunda alegoria citou “Orfeu Negro da Conceição”, com cenografia em movimento constante.

A terceira alegoria, dourada e imponente, apresentou “A bênção Yabás, saudação às Deusas Negras nos estúdios”, com escultura central que jorrava água. Por fim, o carro “Um Kikito para Léa” lembrou o prêmio recebido pela atriz em Gramado, com imagens que facilitaram a leitura do enredo.

Evolução, destaques e a consagração do título

A Mocidade evoluiu de forma leve e organizada na maior parte do desfile. Entretanto, no trecho final, o tempo apertado exigiu aceleração do passo, o que gerou leve correria. Ainda assim, a escola manteve a divisão das alas sem buracos.

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A bateria Ritmo Puro – apesar de não ter garantido todas as notas 10, feito realizado apenas por Mestre Moleza, da Águia de Ouro – apresentou bossas criativas. Tripés ao longo do percurso enriqueceram a narrativa. A rainha Aline Oliveira também teve atuação vibrante e levantou o público ao sacudir o bandeirão da escola.

Com um desfile de alto nível técnico, homenagem potente e espetáculo visual, a Mocidade Alegre confirmou a força de sua comunidade e fechou 2026 no topo do Carnaval paulista.

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É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino