Samba da Mocidade Alegre vira aposta forte para emocionar no Anhembi
Por Flavia Cirino - 14/02/2026 - 12:30

Doze vezes campeã do carnaval de São Paulo e vencedora de dois dos últimos três desfiles do Grupo Especial, a Mocidade Alegre chega com força total para mais uma disputa no Anhembi. A escola do Limão aposta em um samba-enredo potente para embalar “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”, homenagem à atriz Léa Garcia, símbolo de representatividade e pioneirismo no audiovisual brasileiro.
Léa Garcia morreu horas antes de receber homenagem
Além disso, a composição assinada por Aquiles da Vila, Fabiano Sorriso, Lucas Donato, Marcos Vinícius, Márcio André, Fabian Juarez, Fábio Gonçalves, PH do Cavaco, Salgado Luz, Tomageski, Mingauzinho e Chico Maia já desperta atenção nos ensaios. O samba cresce como um dos trunfos da temporada, pois une emoção, mensagem e impacto popular.
Ao mesmo tempo, o carnavalesco explica que a proposta não segue um caminho biográfico tradicional. A escola preferiu destacar o legado de Léa e o peso histórico de sua trajetória para o protagonismo negro no Brasil.
“A gente queria falar da importância da construção do legado dessa mulher, de como ela foi revolucionária, de como o trabalho dela impactou e influenciou para que hoje a gente tivesse tantas atrizes pretas protagonizando novelas. A gente conseguiu acertar no alvo e além disso esse samba também conseguiu acertar no alvo para a gente passar essa mensagem para o público que vai estar assistindo ao nosso desfile”, pontuou.
Assim, a Mocidade Alegre combina tradição, repertório forte e narrativa atual para transformar o desfile em um dos momentos mais aguardados do sábado de Carnaval.
Confira a letra do samba da Mocidade Alegre
Laroyê! Bate três vezes…
Ê mojubá! A Deusa Negra é ela!
A filha de Oxumarê
Que traz no sangue a força da mulher
Pisa forte nesse chão
Afirmando seu lugar
Pra fazer revolução
Seu direito conquistar
Nosso povo entra em cena
A arte nunca pode se render
Ecoa a voz do “Nascimento”
Orfeu sobe o morro pra vencer!
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Lerê! Lerê! Lerererere!
Lerê! Lerê! Lerererere!
A guerreira no “Quilombo”
Fez valer o seu papel
Pela luz das yabás
Todo preto vai pro céu!
Consagração, da negritude
Resiste entre tantos personagens
A pele preta é armadura
No palco, expressão de liberdade
Evoé, mulher!
Igual a ti eu nunca vi
Você ainda está aqui
Pra sempre, presente!
É sua coroação
Protagonista no meu pavilhão
Ô! Malunga!
Ô! Malunga ê!
Malunga Léa, arroboboi
Toca o bravum com ancestralidade
No terreiro Mocidade!
É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino





















