Antiga mansão de Virginia Fonseca e Zé Felipe volta ao mercado imobiliário
Por Giovanna Prisco - 12/08/2026 - 13:03
Reprodução/Instagram A antiga casa de Virginia Fonseca e Zé Felipe, em Goiânia, voltou a chamar atenção no mercado imobiliário. O imóvel, onde o ex-casal viveu uma importante fase da vida em família, está novamente à venda e impressiona não apenas pelo tamanho, mas também pelos detalhes da estrutura.
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No condomínio Aldeia do Vale, a residência ocupa um terreno de aproximadamente 3,2 mil metros quadrados. Ao todo, são sete quartos, duas entradas independentes e dois lagos.
Apesar de ter ficado conhecida como o lar de Virginia e Zé Felipe, a propriedade não pertenceu ao ex-casal. Eles alugaram o imóvel em 2022, enquanto a famosa mansão da família ainda estava em obras. A mudança aconteceu durante o período de construção da outra residência, e eles permaneceram no local até julho de 2024.
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Detalhes impressionam
A grandiosidade da casa aparece logo na entrada. A fachada é revestida em travertino e conta com uma porta de aproximadamente cinco metros de altura. Já no interior, o hall dá acesso a uma sala com pé-direito duplo de 6,5 metros.
Um dos espaços que mais chama atenção é a antiga suíte master do casal. Com aproximadamente 144 metros quadrados, o ambiente tinha dois banheiros, dois closets e uma varanda com banheira.
O quarto também tinha uma particularidade curiosa: duas camas king-size eram unidas, formando uma estrutura de cerca de quatro metros de largura. Além disso, o ambiente contava com uma televisão de 75 polegadas.
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A propriedade ainda reunia escritório, brinquedoteca, bar, duas varandas, garagem e poço semiartesiano. Quando foi anunciada anteriormente, a residência chegou a ser colocada à venda por R$ 29 milhões, com a mobília incluída.
Outro diferencial era a conexão com a natureza. O imóvel ficava em frente a duas reservas naturais e tinha acesso a três lagos destinados à pescaria, reforçando a proposta de unir a grandiosidade da construção com áreas externas e espaços de convivência.
O que faz uma mansão ser realmente funcional?
Mais do que uma residência de grandes proporções, o imóvel também ajuda a ilustrar uma tendência que vem ganhando espaço no mercado de alto padrão: a ideia de transformar a casa em um ambiente de convivência, privacidade e experiências.
Para Thiago Castilho, incorporador imobiliário e especialista em processos construtivos inovadores e de alto padrão, o tamanho de uma residência precisa estar diretamente ligado à rotina de quem vai morar nela.
“Uma casa grande precisa ter propósito. Não adianta ampliar a metragem se os ambientes não conversam entre si ou se não existe uma relação inteligente entre áreas internas e externas. O projeto precisa entender a rotina da família e transformar cada espaço em uma experiência de uso”, explicou.
Nesse tipo de imóvel, a conexão com a natureza também ganhou espaço. Jardins, lagos, grandes aberturas e áreas externas deixaram de ser apenas complementos e passaram a fazer parte da rotina.
“A natureza passou a ter um papel muito mais importante dentro da arquitetura residencial. Quando conseguimos integrar paisagismo, iluminação, ventilação e áreas de convivência, a casa ganha outra dimensão. O morador não está apenas dentro de um imóvel, ele está vivendo aquele ambiente”, afirmou Castilho.
Privacidade também entra na conta
Outro desafio dos projetos de grandes residências é equilibrar convivência e privacidade. Uma casa pensada para receber familiares e amigos precisa, ao mesmo tempo, oferecer espaços para quem deseja momentos mais reservados.
“Uma residência bem planejada precisa oferecer as duas coisas. Existem momentos para receber, celebrar e estar com a família, mas também existe a necessidade de silêncio e privacidade. A arquitetura precisa criar essas possibilidades sem que uma interfira na outra”, pontuou o especialista.
No caso da antiga casa de Virginia e Zé Felipe, existe ainda um elemento que não pode ser medido em metros quadrados: a memória. Foi no imóvel que o ex-casal viveu uma fase importante da trajetória familiar e recebeu pessoas próximas.
Para Castilho, esse histórico pode contribuir para a percepção de valor de uma propriedade.
“Uma casa também é construída pelas histórias que acontecem dentro dela. Quando uma família vive anos importantes naquele espaço, cria vínculos com os ambientes, com o jardim, com a área de convivência. Isso não aparece na metragem, mas faz parte da identidade daquele imóvel”, avaliou.











