Extermínio – O Templo dos Ossos prova renascimento da franquia
Por Raphael Araujo - 15/01/2026 - 06:00 - Última Atualização: 29 janeiro 2026

Expandindo o universo criado por Danny Boyle e Alex Garland em “Extermínio: A Evolução”, Nia DaCosta dirige “Extermínio: O Templo dos Ossos”. Na continuação dessa história épica, Dr. Kelson (Ralph Fiennes) se encontra em uma nova e chocante relação – com consequências que poderiam mudar o mundo como eles o conhecem – e o encontro de Spike (Alfie Williams) e Jimmy Crystal (Jack O’Connell) se torna um pesadelo do qual ele não consegue escapar.
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Em ‘O Templo dos Ossos’, os infectados não são mais a maior ameaça para a sobrevivência – a desumanidade dos sobreviventes se torna mais aterrorizante. Neste novo capítulo, a maior ameaça não são os infectados e, sim, a desumanidade nas relações entre os sobreviventes.
Com roteiro assinado por Alex Garland (“Extermínio” e “Extermínio: A Evolução”), a sequência da saga pós-apocalíptica acompanha a história de Dr. Kelson, que se encontra em uma chocante relação, enquanto precisa lidar com as consequências do encontro entre o jovem Spike e Jimmy, líder de uma seita, o que vai se tornar um pesadelo.
Intimista e grandioso
Conforme a sinopse e breve informações relatadas acima apontam, “Extermínio – O Templo dos Ossos” vai focar muito nas relações humanas dentro desse mundo pós-apocalíptico. Algo que, aliás, sempre foi a maior força da franquia. “Extermínio” sempre foi como a humanidade reage e se comporta com a chegada os infectados, e agora temos um novo olhar sobre isso.
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O sadismo da seita de Jimmy Crystal é impactante a todo momento, rendendo cenas brutais e angustiantes, além da preocupação constante de como Spike vai escapar desse grupo na qual ele claramente se uniu pelo instinto e sobrevivênia.
E falando em Crystal, Jack reforça o porquê de ser um dos maiores nomes em ascensão de Hollywood. Toda cena em que ele aparece, somos atraídos magneticamente por sua atuação brilhante e poderosa, nos cativado apesar da pessoa cruel que ele é.
Falando em atuação e humanidade, Ralph Fiennes mostra muito de seu talento e versatilidade aqui, trazendo os momentos mais singelos e humanizados do longa. Ele consegue carregar muitas emoções em suas cenas, além de protagonizar o segmento mais marcante do filme que deslumbra qualquer um.
‘Extermínio – O Templo dos Ossos’ reforça a força da franquia
Então, com mais um capítulo bem dirgido e uma história bem contada, “Extermínio – O Templo dos Ossos” reforça como a franquia renasceu com tudo desde o longa anterior no ano passado, e que veio para reintegrar o imaginário da cultura pop. Lugar, inclusive, que ela nunca deveria ter saído, dado o pionerismo com zumbis e sobrevivência pós-apocalíptica no audiovisual.
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Prova diso? A última cena! Ela fará qualquer um deixar a sessão de “Extermínio – O Templo dos Ossos” ansioso pelo próximo longa e satisfeito em estar vivendo o melhor momento possível que a franquia poderia viver!
Raphael Araujo Barboza é formado em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. OFuxico foi o primeiro lugar em que começou a trabalhar. Diariamente faz um pouco de tudo, mas tem como assuntos favoritos Super-Heróis e demais assuntos da Cultura Pop (séries, filmes, músicas) e tudo que envolva a Comunidade LGBTQIA+.
























