Juntas e Separadas: Saiba o que o elenco aprendeu com a série!

Por - 11/03/2026 - 17:20

Ana Lia (Natalia Lage), Claudinha (Debora Lamm), Joana (Luciana Paes) e Laura (Sheron Menezzes) reunidas em ‘Juntas e Separadas’Foto: Globo/Divulgação

No mês das Mulheres, a partir desta quinta-feira, 12 de março, o público vai poder se divertir e se emocionar acompanhando as histórias das amigas Laura (Sheron Menezzes), Ana Lia (Natália Lage), Claudinha (Debora Lamm) e Joana (Luciana Paes), protagonistas de “Juntas e Separadas”, série Original Globoplay em coprodução com a Conspiração.

‘Juntas e Separadas’ traz representação feminina forte e delicada

Esta é a primeira obra audiovisual da autora Thalita Rebouças, que dedica uma trama às mulheres maduras, estimulada por suas vivências próprias. Com dez episódios que serão disponibilizados na íntegra, o título tem roteiro assinado por Thalita Rebouças e Juliana Araripe e direção geral de Mini Kerti.

Em coletiva de imprensa, na qual OFuxico esteve presente, o elenco e equipe criativa de “Juntas e Separadas” puderam falar mais da obra, inclusive a própria Thalita: “Foi um presente incrível pocer falar de mulheres tão incríveis com mais de 40 anos ao lado de amiga que até me aconselham, e enfrentar esse machismo e etarismo da sociedade”.

Muito conheida por esrver para obras juvenis, a autora garantiu sobre falar com outro público: “Não tem diferença na hora de escrever. No máximo, a série tem palavrão coisas, que não tem nos meus livros e filmes, mas nunca pensei em escrever de forma segmentada. Eu acho que minha escrita está leve engraçada, e faço isso há 25 anos, o que conquistou pré-adolescentes. Mas eu escrevo para todo mundo”.

Identifição com os personagens

Um ponto muito abordado na coleiva foi a identificação dos atores com eus prsonagens, como revelou Luciana Paes: “Eu me identifico muito com essa coisa de ter perdido o pai. Eu perdi meu pai na pandemia. Joana está nesse processo e a minha vida profissional está nesse processo. Estou cuidando com o pai que está com alzheimer, e todo o trabalho posterior que ninguém avisa”.

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“Muito o que vai acontecer essa coisa de inventário, de você descobrir coisas do seu, pai que você não sabia, abrir gavetas que ficaram fechadas a vida inteira. Então eu passei por todo esse movimento que você realmente fica com vontade de fazer uma faculdade de ser adulta, porque são coisas que ninguém ensaiou para fazer, não teve essa aula em nenhum lugar você vai descobrindo à medida que as coisas vão aparecendo. E vocênesse processo você descobre que a adulta”, completou.

Débora Lamm falou em seguida: “Eu tenho a questão com a questão de redescobrir a sexualidade e uma nova forma amar outras, mulheres. Essa coisa de dar voz a esse amor também. Então isso é óbvio um ponto de identificação meu com a Claudinha”. Matheus Costa revelou: “Eu não tive uma identificação, mas a visão da minha mãe de uma história que passei”.

“Tenho dois irmãos mais novos, e vim morar sozinho há cinco anos. Eu tenho a visão da minha mãe de eu ter saído de casa. Ela ficava com meu irmãos, ela e meu pai desabafavam que sentiam falta, mas entedner essa dor, de ver o filho ir embora, só consegui ver agora com a Nathalia Lage fazendo. Experienciei a mesma história que vivi, só que no lado da minha mãe dessa vez”, expliou ele, em síntese.

Indentificação posterior

Nathalia Lage aproveitou para responder: “Ana está na menopausa, algo que eu não tinha vivenciado ainda [nas gravações] e está acontecendo agora comigo. Essa identificação veio depois. Eu tinha apenas sinais sutis que agora vieram com toda força e sei lidar com a situção. Foi bom nesse sentido também”.

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Sheron Menezzes logo deu sua vivência: “A Laura estava tão focada na carreira e em conquistar os obejtivos que se acomodou em um relacionamento que estava bom para formar uma base e chegar onde ela chegou. Quando ela chega lá e vê que aquele homem não está com ela, nem a prestigia mais, ela termina. Mas entra nese ciclo de não conseguir ficar sozinha, e se envolve com todos esses homens”.

“Um pensamneto pessoal meu que acabei levando para a série é que sempre queremos buscar mais e mais. Ai parei para pensar: em que momento chegamos lá? Temos também que colher os frutos do que plantamos, desgustar a vida. Eu nunca neguei trabalho a vida inteira, e agora quero curtir meu filho, meu marido, minhas amigas, algo que tantos anos de trabalharam me deram agora a oportunidade. Quero viver o presente mais”, afirmou a atriz.

Mais ligações maternas em ‘Juntas e Separadas’

Claudia Di Moura se vê ando voz às mulheres negras: “Dona Dina é a melhor amiga da filha, e a vê vencer a escassez ainda jovem. Isso é dificil de acontecer com a muher preta. Geralmente elas vencem com os pais não estando mais vivos. E a série fala do início da velhice, algo eu já passei. Vivenciei um etarismo mais cruel e é importante me ver como atriz, mulher, mãe, preta, ter criado essa filha e mostrado que é possível cortar o ciclo da escassez”

“Ela é uma mulher que goza, que tem prazer, porque o etarismo nos empurrou goela abaixo que a mulher 60+ já morreu, que ela já não tem mais desejos. A Thalita traz essa mulher para esse lugar de afeto, de desejos, de prazeres, tomar cervejinha dela e o mais importante, é a amiga. Ela é amiga das amigas, da filha então ela acaba sendo um exemplo para essa juventude”.

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“Eu acho isso muito importante, acho que muitas mães vão se identificar nesse lugar. E eu estou falando das mães pretas. Porque nós mulheres pretas já Nascemos velhas. O estigma da tia Anastácia. Porque quando muito pequena, a gente já é babá, já cuida do vizinho, dos irmãos […] Ela foi à luta e ela venceu. Ver uma mulher preta nessa idade vencendo, tomando cerveja, curtindo,, falando da vida, debatendo o etarismo. É para se emocionar sim”, garantiu.

Juntas e Separadas’ também aborda expectativas das mães

Louise Cardoso posteriormente detalhou sua personagem: “Me separei já três vezes, e foram meu amigos e amigas que me deram e me dão apoio sempre na vida. Já a personagem, mãe da Claudinha, a Zilma, eu não me identifico com ela em nada. Mas eu acho necessário falar dessa pessoa. Ela é vista como a vilã e concordo em partes, pois precocneito traz sofrimento”.

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“Mas é importante mostrar essa mulher dese jeito para que tantas mães que pensam como ela identifiquem essa escuridão que ela coloca para a filha e comecem a ficar pensanod um pouco sobre isso”, declarou. Lamm comemntou sobre sua “mãe”: “A Zilma vê Claudinha como um projeto que deu errado por não seguir os sonhos dela”.

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Raphael Araujo Barboza é formado em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. OFuxico foi o primeiro lugar em que começou a trabalhar. Diariamente faz um pouco de tudo, mas tem como assuntos favoritos Super-Heróis e demais assuntos da Cultura Pop (séries, filmes, músicas) e tudo que envolva a Comunidade LGBTQIA+.