Operação bloqueia 309 sites piratas brasileiros na Copa do Mundo
Por Flavia Cirino - 23/07/2026 - 06:44
Divulgação/ Adidas Uma operação coordenada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos resultou no bloqueio de 309 sites brasileiros que transmitiam ilegalmente partidas da Copa do Mundo de 2026. A ação integrou uma ofensiva internacional contra a pirataria digital e atingiu mais de 2 mil domínios em diversos países.
No Brasil, os direitos oficiais de transmissão do Mundial pertenciam à Globo, ao SBT e à CazéTV. Segundo as autoridades americanas, os sites exibiam partidas da competição sem autorização, em desacordo com as leis de direitos autorais dos Estados Unidos.
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A investigação foi conduzida pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (HSI) e pelo Centro Nacional de Coordenação de Direitos de Propriedade Intelectual, com apoio da Fifa e de empresas como beIN Media Group, NBCUniversal, Warner Bros., UFC e da Alliance for Creativity and Entertainment (ACE).
De acordo com as autoridades, as plataformas transmitiam os jogos em tempo real sem licença. Além disso, os investigadores alertaram que sites piratas podem representar riscos aos usuários, incluindo a instalação de programas maliciosos, roubo de dados bancários e o comprometimento de informações de pagamento.
Operação Red Card ampliou o combate à pirataria
Paralelamente, as autoridades colocaram em prática a Operação Red Card, uma ação internacional voltada ao combate da pirataria digital e da falsificação relacionadas à Copa do Mundo. A iniciativa reuniu órgãos de segurança de diversos países das Américas, sob coordenação do programa International Computer Hacking and Intellectual Property (ICHIP).
Como resultado da operação, acabaram bloqueados 309 sites no Brasil, 14 na Argentina, 223 no Equador, 28 no Peru, 256 na República Dominicana e 1.140 na Colômbia.
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Além dos bloqueios, as autoridades colombianas cumpriram 13 mandados de busca e apreensão contra grupos envolvidos na fabricação e distribuição de produtos esportivos falsificados. A operação também resultou em prisões.
Grupo é acusado de vender transmissões ilegais
Na segunda fase da Operação Red Card, realizada em 10 de julho, investigadores colombianos prenderam quatro integrantes do grupo criminoso Los Ciberinfiltrados. Segundo a apuração, a organização invadia sistemas de empresas de telecomunicações desde 2024. Faziam isso para comercializar transmissões ilegais de eventos esportivos, incluindo partidas da Copa do Mundo.
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Ainda de acordo com as investigações, o grupo utilizava credenciais fraudulentas, redes privadas virtuais (VPNs), interceptação de códigos de segurança e manipulação de sistemas corporativos. Tudo isso para distribuir o conteúdo de forma clandestina.
Enquanto isso, na Europa, a ofensiva também contou com a participação da Europol. Estiveram também autoridades locais, que atuaram para identificar e interromper transmissões ilegais durante a realização do Mundial.
É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino























