Comitê Olímpico Internacional proíbe participação de trans em provas femininas

Por - 27/03/2026 - 09:49

COI proíbe trans em provas femininasCOI proíbe trans em provas femininas - Arte gerada por IA

O Comitê Olímpico Internacional anunciou na quinta-feira, 26 de março, uma mudança que redesenha o acesso às competições femininas nos Jogos Olímpicos. A partir de agora, apenas atletas biologicamente do sexo feminino poderão disputar essas provas, enquanto a elegibilidade passará por um teste genético único.

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Além disso, a entidade busca padronizar critérios que, até então, variavam entre federações. Dessa forma, o COI tenta reduzir controvérsias recorrentes no esporte de alto rendimento, sobretudo após anos de normas fragmentadas que geraram debates intensos em diferentes modalidades.

Teste do gene SRY vira critério central

De acordo com o novo protocolo, atletas interessadas em competir precisarão realizar um exame capaz de identificar a presença do gene SRY. Esse marcador genético, por sua vez, servirá como base para a definição de elegibilidade nas provas femininas.

Ao mesmo tempo, o COI sustenta a decisão com argumentos científicos. “Com base em evidências científicas, o COI considera que a presença do gene SRY é fixa ao longo da vida e representa uma evidência altamente precisa de que uma atleta passou por desenvolvimento sexual masculino”, informou a entidade em comunicado oficial.

Por outro lado, a adoção do teste levanta discussões sobre inclusão e critérios biológicos no esporte. Ainda assim, o comitê reforça que a medida pretende garantir parâmetros claros e universais, o que, na avaliação da organização, contribui para maior transparência nas competições.

Nova gestão impulsiona mudança de direção

Historicamente, o COI evitava estabelecer uma regra única sobre o tema. Em 2021, por exemplo, a entidade orientou que federações internacionais definissem suas próprias diretrizes, o que resultou em diferentes interpretações ao redor do mundo.

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No entanto, essa postura mudou após a chegada de Kirsty Coventry à presidência, em junho do ano passado. Desde então, a nova gestão passou a defender uma abordagem mais centralizada.

Assim, o anúncio marca uma virada na condução do tema dentro do movimento olímpico. Enquanto o debate segue entre especialistas, atletas e entidades esportivas, a nova política já reposiciona o COI como protagonista na definição das regras para o esporte feminino de elite.

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É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino