Corinthians será investigado após racismo contra o goleiro Carlos Miguel

Por - 13/04/2026 - 09:02

O goleiro do Palmeiras, Carlos MiguelO goleiro do Palmeiras, Carlos Miguel - Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Um episódio grave de racismo marcou o empate entre Corinthians e Palmeiras, no domingo, 12 de abril, na Neo Química Arena. O goleiro Carlos Miguel, atualmente no Palmeiras, virou alvo de injúrias raciais vindas de um torcedor corinthiano. O caso já mobiliza autoridades assim como os dois clubes.

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De acordo com o ESPM Brasil, o Sport Club Corinthians Paulista receberá notificação da polícia ainda nesta segunda-feira, 13 de abril. A solicitação inclui imagens do estádio para identificar o autor e acelerar as investigações.

Clubes reagem e prometem rigor

O Corinthians se posicionou oficialmente e afirmou que vai colaborar com as autoridades. Em nota, declarou: “O Sport Club Corinthians Paulista se manifesta publicamente para expressar total solidariedade com o atleta Carlos Miguel, que foi alvo de insultos racistas. O clube repudia veementemente qualquer ato de racismo ou discriminação, reforçando seu compromisso histórico com a luta por respeito, igualdade e inclusão dentro e fora de campo”.

O texto segue: “A direção informa que não poupará esforços para identificar e responsabilizar o(s) autor(es) desse ato inaceitável, colaborando plenamente com as autoridades competentes para que as medidas apropriadas sejam tomadas. Não há espaço para racismo no futebol ou na sociedade”.

Já o Sociedade Esportiva Palmeiras também se manifestou e cobrou providências imediatas. Em nota, afirmou: “Diante desta grave violência, incompatível com qualquer valor civilizatório, o Palmeiras se solidariza com o atleta e pede que as autoridades competentes adotem as providências devidas, incluindo a identificação e a responsabilização de todos os envolvidos. Não podemos tolerar o racismo”.

Clássico termina em confusão

Dentro de campo, o empate sem gols já indicava um clima tenso. Fora dele, a situação saiu do controle. Após o apito final, jogadores e seguranças se envolveram em uma briga generalizada na área de acesso aos vestiários.

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O Palmeiras afirmou que Luighi acabou agredido por um funcionário do Corinthians. Por outro lado, o clube alvinegro alegou que Gabriel Paulista e Breno Bidon sofreram agressões de seguranças palmeirenses.

Sem acordo entre as partes, ambos devem registrar boletins de ocorrência no Juizado Especial Criminal.

O episódio expõe, mais uma vez, a urgência de combater o racismo no futebol brasileiro — não apenas com discursos, mas com ações concretas e punições exemplares.

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É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino