2025 foi o ano dos procedimentos estéticos das celebridades

Por - 01/01/2026 - 16:00

Virginia Fonseca Anitta Bianca AndradeReprodução/Instagram

2025 se consolidou como um dos anos mais polêmicos da estética entre celebridades.

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Entre nomes como Anitta, Gkay, Virgínia Fonseca, Bianca Andrade e Jojo Todynho, a busca por resultados rápidos e impactantes colocou novamente em xeque os limites entre estética, saúde e identidade.

Para o cirurgião plástico, Dr. Carlos Tagliari, o comportamento observado ao longo do ano reflete uma mudança clara no perfil dos pacientes famosos. “Existe hoje uma pressão muito grande por transformações visíveis e imediatas, impulsionadas pelas redes sociais. O problema é quando essa urgência atropela critérios médicos e o respeito à anatomia individual”, avalia.

Se em anos anteriores o abdômen definido dominava os desejos estéticos, em 2025 os glúteos assumiram o protagonismo absoluto. Celebridades como Bianca Andrade e Virgínia Fonseca revelaram procedimentos de harmonização glútea, enquanto outras apostas incluíram bioestimuladores de colágeno para melhorar firmeza e contorno.

Gkay também aderiu à tendência, combinando intervenções corporais para potencializar o resultado. Segundo Dr. Tagliari, a harmonização glútea envolve técnicas minimamente invasivas, como preenchimentos específicos, bioestimuladores ou enxertia de gordura, sempre de acordo com uma avaliação criteriosa.

“São procedimentos que permitem ajustes graduais e, quando bem indicados, podem trazer bons resultados estéticos. Mas é fundamental deixar claro que não são definitivos e exigem manutenção”, explica. Ele reforça ainda que hábitos de vida continuam sendo determinantes. “Sem alimentação adequada e atividade física, o efeito tende a ser temporário.”

Entre os rostos mais comentados do ano, Anitta chamou atenção pelas mudanças faciais que dividiram opiniões. Avaliações de especialistas apontam para uma possível combinação de rinoplastia secundária, preenchimentos, bioestimuladores e ajustes em regiões como mandíbula e bochechas. Para Dr. Tagliari, o rosto é sempre a área mais delicada quando se fala em intervenções. “No corpo, é possível disfarçar ou ajustar aos poucos. No rosto, qualquer alteração fica evidente e pode transformar completamente a identidade da pessoa”, afirma. O cirurgião alerta para o risco do excesso e da sobreposição de procedimentos em curto período. “Quando se ultrapassa o limite, o resultado pode se tornar artificial e distante da imagem original do paciente.”

Em contrapartida, algumas transformações foram recebidas de forma positiva pelo público. O retorno de Lindsay Lohan aos holofotes chamou atenção pelo aspecto rejuvenescido e natural. A leitura predominante entre especialistas é que a atriz tenha recorrido a procedimentos como lifting facial discreto, tratamentos a laser, toxina botulínica e bioestimuladores, realizados com moderação. “O segredo está na indicação correta e no respeito ao tempo de recuperação. Quando isso acontece, o resultado tende a ser elegante e harmônico”, pontua Dr. Tagliari.

Além do rosto e do corpo, outras regiões também ganharam destaque em 2025. Gkay voltou a repercutir ao revelar que realizou um procedimento de rejuvenescimento das mãos, técnica que busca devolver volume, melhorar a textura da pele e suavizar sinais como flacidez, veias aparentes e manchas. “As mãos denunciam o envelhecimento com facilidade. Quando o procedimento é bem executado, o resultado é discreto e sofisticado”, explica o cirurgião.

O emagrecimento extremo de Jojo Todynho também gerou debates e trouxe à tona a necessidade de ajustes estéticos após grandes perdas de peso. Após eliminar cerca de 80 quilos, a cantora passou por procedimentos faciais, incluindo uma cirurgia no nariz. Segundo Dr. Tagliari, mudanças estruturais são comuns nesses casos. “A perda acentuada de gordura provoca flacidez generalizada. As bochechas perdem volume, o pescoço evidencia rugas e até a ponta do nariz pode sofrer queda. Em situações assim, cirurgias corretivas podem ser indicadas, desde que bem planejadas.”

O ano também reacendeu discussões importantes sobre limites e riscos. A revelação de procedimentos estéticos em pacientes muito jovens levantou alertas na comunidade médica, assim como o uso de substâncias proibidas, como PMMA e hidrogel, em bioplastias. “Em adolescentes, a cirurgia estética deve ser exceção absoluta. O corpo ainda está em desenvolvimento”, alerta Dr. Tagliari. Sobre produtos não autorizados, ele é categórico: “São substâncias que não oferecem controle após a aplicação e representam riscos sérios, principalmente quando realizadas fora de ambiente hospitalar.”

Para o especialista, 2025 deixa um aprendizado claro: estética não deve ser sinônimo de exagero. “Mais do que seguir tendências ou agradar algoritmos, é preciso respeitar o corpo, a saúde e, principalmente, a identidade de cada paciente”, conclui.

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