As mortes de famosos que marcaram 2025 no Brasil e no mundo
Por Flavia Cirino - 30/12/2025 - 09:46

O ano de 2025 entrou para a história como um dos períodos mais dolorosos para a cultura, o entretenimento e as artes. Ao longo dos meses, o Brasil e o mundo acompanharam uma sucessão de despedidas que atravessaram gerações. Assim, a cada nova perda, o sentimento de luto se renovou, enquanto a memória dessas personalidades ganhou ainda mais força.
Janeiro
Logo no início do ano, o jornalismo e a literatura sofreram impactos profundos. Em 15 de janeiro, morreu David Lynch, aos 78 anos. O diretor revolucionou o cinema com obras como por exemplo “Twin Peaks”. E desse modo, deixou uma marca definitiva na narrativa audiovisual contemporânea.
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Em seguida, em 19 de janeiro, o Brasil se despediu de Léo Batista, aos 92 anos. A voz histórica da Globo enfrentava um tumor no pâncreas e deixou um legado que atravessou décadas do jornalismo esportivo.
Ainda em janeiro, no dia 28, morreu Marina Colasanti, aos 87 anos. Escritora respeitada, ela teve o velório no Parque Lage, no Rio de Janeiro, local que simbolizou acima de tudo a sua ligação afetiva com a arte desde a infância.
Fevereiro
Em fevereiro, o cinema nacional e internacional voltou a ficar de luto. No dia 14, morreu Cacá Diegues, aos 84 anos, um dos fundadores do Cinema Novo. O diretor enfrentou complicações após uma cirurgia na próstata. Ele deixou uma obra fundamental para o audiovisual brasileiro.
Poucos dias depois, em 26 de fevereiro, o público jovem logo sentiu o impacto da morte de Michelle Trachtenberg, aos 39 anos. A atriz, conhecida por “Gossip Girl” e “Buffy”, havia passado recentemente por um transplante de fígado.
Abril
Abril concentrou perdas simbólicas na literatura e na televisão. Em 13 de abril, morreu Mario Vargas Llosa, aos 89 anos. Vencedor do Nobel de Literatura, o escritor peruano construiu romances que acima de tudo dialogaram com política, poder e identidade latino-americana.
Logo depois, em 24 de abril, a atriz Lúcia Alves morreu aos 76 anos. Conhecida por Irmãos Coragem, ela enfrentava um câncer no pâncreas e recebeu homenagens de colegas e fãs.
Maio
O mês de maio trouxe despedidas marcantes na música, na televisão e na fotografia. Em 1º de maio, morreu Nana Caymmi, aos 89 anos, no Rio de Janeiro. Diva da MPB, ela deixou uma discografia respeitada e atravessou gerações.
Em 21 de maio, o público infantil relembrou Dorinha Duval, a primeira Cuca do Sítio do Picapau Amarelo, que morreu aos 96 anos. Dois dias depois, em 23 de maio, o mundo perdeu Sebastião Salgado, aos 81 anos. Ícone da fotografia, ele construiu imagens que denunciaram desigualdades e exaltaram a dignidade humana.
Junho
Em junho, o samba e a televisão brasileira ficaram de luto. No dia 14, morreu Bira Presidente, aos 88 anos. Fundador do Cacique de Ramos e do Fundo de Quintal, ele enfrentava complicações ligadas ao câncer de próstata e ao Alzheimer.
Poucos dias depois, em 19 de junho, morreu Francisco Cuoco, aos 91 anos. Um dos maiores galãs da TV, o ator faleceu por falência múltipla dos órgãos.
Julho
Julho intensificou a comoção internacional. Em 3 de julho, morreu Michael Madsen, aos 67 anos. O ator, conhecido por “Kill Bill”, sofreu uma parada cardíaca.
No dia 20, o Brasil se despediu de Preta Gil, aos 50 anos. A cantora enfrentava um câncer no intestino havia quase dois anos e logo transformou sua luta em mensagem de coragem.
Dois dias depois, em 22 de julho, morreu Ozzy Osbourne, aos 76 anos. O Príncipe das Trevas havia feito um show de despedida poucas semanas antes.
Agosto
Agosto trouxe uma perda histórica para o samba. Isso porque em 8 de agosto, morreu Arlindo Cruz. Autor de mais de 500 sambas, o músico convivia com sequelas de um AVC desde 2017 e deixou um repertório que atravessou rodas, palcos e acima de tudo, gerações.
Setembro
No dia 4, morreu Giorgio Armani, aos 91 anos, encerrando uma trajetória que redefiniu a moda mundial. Em 8 de setembro, a música brasileira perdeu Angela Ro Ro, aos 75 anos, após uma parada cardíaca.
Poucos dias depois, em 13 de setembro, morreu Hermeto Pascoal, aos 89 anos, por falência múltipla dos órgãos.
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No dia 16, o cinema se despediu de Robert Redford, aos 89 anos, em sua casa, em Utah. Em 21 de setembro, o modelo JP Mantovani, de 46 anos, morreu após um acidente de moto em São Paulo.
Já em 23 de setembro, morreu Claudia Cardinale, aos 87 anos, em Paris. O mês ainda registrou a morte de Berta Loran, aos 99 anos, em 28 de setembro, e de Paulo Soares, o Amigão, aos 63 anos, no dia 29.
Outubro
Em outubro, o cinema internacional voltou a ficar de luto diante da morte, no dia 11, de Diane Keaton, aos 79 anos, na Califórnia, após um quadro de pneumonia. A atriz venceu o Oscar e marcou gerações com personagens icônicos.
Novembro
O ano se aproximou do fim com novas despedidas na música. Em 2 de novembro, morreu Lô Borges, aos 73 anos. Um dos fundadores do Clube da Esquina, ele sofreu uma intoxicação medicamentosa.
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Em 17 de novembro, morreu Jards Macalé, aos 82 anos, enquanto tratava uma broncopneumonia no Rio de Janeiro. Por fim, em 24 de novembro, foi anunciada a morte de Jimmy Cliff, aos 81 anos, ícone do reggae, após uma convulsão relacionada a um quadro de pneumonia.
Dezembro
Por fim, dezembro encerrou 2025 sob um clima de despedida profunda, marcado por perdas que atravessaram diferentes áreas da cultura, da música e da vida pública. No dia 17, a morte de Lindomar Castilho, aos 81 anos. Ícone da música romântica popular, ele construiu uma carreira de enorme alcance entre as décadas de 1970 e 1980.
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O mês também foi marcado pela despedida de Sady Baby, ícone da Boca do Lixo, em São Paulo. Outro adeus sentido foi o de mãe Carmen, figura respeitada por sua atuação espiritual e por acolher gerações que buscavam orientação, fé e conforto.
O teatro brasileiro também perdeu uma de suas vozes com a morte de Teuda Bara, atriz de trajetória sólida e identidade artística própria, cuja contribuição ultrapassou palcos e ajudou a formar novos olhares sobre a cena cultural. Enquanto isso, o falecimento de Thierry Tremourox reverberou em círculos próximos, lembrado por sua atuação discreta, porém significativa.
No mesmo período, morreram o ex-atacante escocês John Robertson e a jovem ginasta Isabelle Marciniack.
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Imani Dia Smith, ex-atriz mirim da Broadway conhecida por integrar o elenco de “O Rei Leão”, morreu após sofrer um ataque com faca dentro da própria casa, no estado de Nova Jersey.
Em seguida, a partida de Brigitte Bardot, aos 91 anos, deixou o mundo em choque. A artista francesa que amava a cidade de Búzios, no Rio de Janeiro, deixou um grande legado no cinema
Assim, dezembro fechou o ano como um espelho do que 2025 representou: um período atravessado por ausências, mas também por legados que permanecem vivos na memória, na arte e nas histórias que continuam a ser contadas.
É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino

























