Morre Pelé: Fundação cultural fundada pelo PT publica nota de pesar

Por - 30/12/22 às 13:35

pelé jovem comemorando vitória da seleção brasileira em campo de futebolDivulgação

Morreu nesta quinta-feira, 29 de dezembro, aos 82 anos, em São Paulo, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. O ex-jogador que lutava contra um câncer de intestino desde 2021 estava internado no Hospital Israelita Albert Einstein, na zona sul da cidade, desde o dia 29 de novembro, quando deu entrada apresentando inchaço em todo o corpo. Lá, o ex-atleta foi identificado pelo corpo clínico como anasarca, um inchaço generalizado, além de uma síndrome edemigênica e insuficiência cardíaca descompensada.

A Fundação Perseu Abramo, formada pelo Partido dos Trabalhadores para desenvolver projetos de caráter político-cultural em 1996, publicou uma nota de pesar lamentando o falecimento do Rei do Futebol, rasgando elogios ao legado deixado pelo esportista.

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“Enganam-se aqueles que acham que Pelé foi o maior jogador de futebol de todos os tempos. Pelé foi muito mais do que isso. Como dizia Pasolini, no momento em que Pelé tocava a bola, o futebol se transformava em poesia. Com a bola nos pés, Pelé escrevia poemas lúdicos que encantavam as plateias de todo o mundo”, começou o tetxo.

“Poemas nunca vistos, nunca lidos, saídos da alma de um país extraordinário. Mesmo seus adversários paravam embevecidos para aplaudir. Pelé, na realidade, criou um outro esporte: o futebol-arte. Um esporte baseado na criatividade, no improviso, na picardia, num talento incomensurável. Um esporte autenticamente brasileiro. Uma arte nacional”, afirmou o comunicado.

ARTE INSPIRADORA

O texto continuou: “E foi essa arte em movimento que inventou o Brasil no mundo. Pelé foi, e ainda é, nosso maior embaixador. Seu nome se confunde com o do Brasil. Por onde passava, sua majestade, o Rei da Grande Arte, o Deus do Futebol, era admirado, idolatrado. E, com ele, o Brasil era também reconhecido como uma terra mágica, talentosa e generosa, que tinha o poder de encantar e de inspirar.

“Andy Warhol afirmou que Pelé não teria apenas 15 minutos de fama, como todos; teria 15 séculos. É pouco, muito pouco. Como escreveu John Keats, uma coisa bela é uma alegria eterna. Com sua inigualável arte, com seu belíssimo futebol, Pelé é eterno”, foi lembrado.

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Estará sempre presente, encantado, em nossos gramados, em nossas praias, nas ruas de nossa cidades, nos pés dos garotos e das garotas que continuarão sua grande arte”.

“E estará sempre presente nos corações e das mentes de todos, a mostrar que todo sonho é possível e que o Brasil é uma terra capaz de construir realidades fantásticas. Perdemos um Rei, mas ganhamos um Anjo Eterno. Aloizio Mercadante é presidente da Fundação Perseu Abramo”, concluiu a nota de pesar da Fundação Perseu Abramo.

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Raphael Araujo Barboza é formado em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. OFuxico foi o primeiro lugar em que começou a trabalhar. Diariamente faz um pouco de tudo, mas tem como assuntos favoritos Super-Heróis e demais assuntos da Cultura Pop (séries, filmes, músicas) e tudo que envolva a Comunidade LGBTQIA+.