Laura Cardoso rejeitava botox e plásticas: ‘Amo a minha cara!’
Por Flavia Cirino - 18/08/2026 - 07:40
Laura Cardoso exaltava os traços naturais - Foto Reprodução/ Instagram @atrizlauracardoso Laura Cardoso podia até não se considerar “bonitinha”, mas tinha uma certeza sobre si mesma: gostava muito do que via no espelho. Vaidosa à sua maneira, a atriz, que morreu na noite de segunda-feira, 17 de agosto, aos 98 anos, fez das rugas uma espécie de assinatura e nunca demonstrou interesse em apagá-las.
Laura Cardoso é um dos talentos imortalizados na Calçada da Fama
Ao longo da vida, Laura falou abertamente sobre envelhecimento, beleza e os padrões impostos às mulheres. Além disso, fazia questão de cuidar da pele. “Faço sempre limpeza de pele e uso creminhos. Mas botox e plástica nunca fiz!”, contou em uma publicação nas redes sociais.
A veterana não escondia que recebia sugestões para mudar a aparência. Afinal, em uma sociedade que costuma cobrar juventude eterna das atrizes, ela preferiu seguir na direção oposta.
Eu amo a minha cara, minhas rugas, não sou perfeita e bonitinha. Nunca quis ser bonitinha. Sempre quis ser a melhor no meu trabalho”
E a frase resume bem a relação de Laura com a própria imagem. Para ela, beleza não estava em perseguir um rosto sem marcas ou tentar congelar o tempo. Pelo contrário, suas rugas carregavam a história de uma mulher que passou mais de oito décadas diante das câmeras.
Para Laura, feiura era outra coisa
A atriz também tinha uma visão bastante particular sobre o que realmente poderia tornar alguém “feio”. Segundo Laura, o problema não estava nas características físicas ou na idade, mas na ausência de saúde, amor e pessoas queridas por perto.
“Eu não sou bonitinha. E não estou nem aí! Mas amo a cara que tenho. Tenho os olhos expressivos”, afirmou.
Assim, a atriz transformou uma possível cobrança em motivo de orgulho. Seus olhos, suas marcas e suas expressões faziam parte daquilo que ela considerava mais importante: a identidade construída ao longo de uma vida inteira.
Velhinha? Com Laura, não!
E quem pensava que Laura aceitava qualquer apelido relacionado à idade também podia tirar o cavalinho da chuva. Em entrevista ao “Provoca”, em 2014, a atriz mostrou que tinha um vocabulário bem específico quando o assunto era envelhecimento.
Ela afirmou que não aceitava ser chamada de “velhinha”. Afinal, chegar aos 98 anos não significava abrir mão da personalidade, da vaidade ou da maneira como queria ser tratada.
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Laura Cardoso morreu aos 98 anos, deixando uma trajetória com mais de oito décadas de carreira. Entre personagens marcantes, prêmios e inúmeros trabalhos, também fica uma mensagem que combinava perfeitamente com seu jeito: envelhecer, para ela, nunca foi motivo para esconder a própria história.
É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino






















