Morre Sady Baby, ícone da Boca do Lixo, aos 71 anos
Por Flavia Cirino - 27/12/2025 - 14:37

Sady Baby, figura histórica do cinema popular brasileiro, morreu na última sexta-feira, 26 de Dezembro, aos 71 anos. O ator, diretor e produtor estava internado havia cerca de um mês por causa das complicações de um grave acidente de carro ocorrido no fim de novembro, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Amigos próximos confirmaram a morte.
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O artista construiu sua trajetória na Boca do Lixo, polo cinematográfico que marcou São Paulo entre as décadas de 1970 e 1980. Embora o movimento já atravessasse uma fase mais decadente, Sady se consolidou como um dos nomes mais conhecidos do período em que as produções passaram a apostar em conteúdos mais explícitos.
Trajetória marcada pela pornochanchada
Ao longo da década de 1980, Sady Baby atuou, dirigiu e produziu diversos filmes de pornochanchada. Além disso, dividiu cenas com nomes emblemáticos do gênero, como Zilda Maya, considerada musa do movimento e com quem manteve um relacionamento.
Entre os trabalhos mais lembrados está “O Escândalo na Sociedade”, lançado em 1984 e dirigido por Arlindo Barreto, conhecido do grande público por interpretar o palhaço Bozo.
Mesmo distante do circuito comercial tradicional, Sady construiu reconhecimento entre fãs do cinema marginal e pesquisadores do audiovisual brasileiro. Assim, seu nome permaneceu associado a uma fase específica da produção nacional, marcada por baixo orçamento, ousadia estética e forte apelo popular.
Exposição midiática e episódios controversos
Natural de Erechim, no Rio Grande do Sul, Sady Baby teve sua história registrada em uma biografia lançada em 2018 pelo jornalista Gio Mendes. Já nos anos 2000, voltou aos holofotes ao participar com frequência de debates no programa “Superpop”, apresentado por Luciana Gimenez, na RedeTV!.
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Entretanto, sua trajetória também incluiu momentos turbulentos. Em 2013, ele acabou preso após ser flagrado com cartões e documentos falsos. Ainda assim, seguiu como personagem recorrente em discussões sobre a Boca do Lixo e o cinema marginal brasileiro, mantendo seu nome ligado a um capítulo singular da cultura audiovisual do país.
É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino

























