Bad Bunny arrasa no Super Bowl e deixa Trump p. da vida

Por - 09/02/2026 - 02:31

Bad Bunny no Super BowlBad Bunny no Super Bowl - Foto: Complex

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acendeu outra polêmica ao criticar duramente o show do intervalo do Super Bowl 2026, apresentado no domingo, 8 de fevereiro, pelo porto-riquenho Bad Bunny no Levi’s Stadium, na Califórnia.

A apresentação, que contou com participações de Lady Gaga e Ricky Martin, virou alvo de ataques públicos nas redes sociais por Trump, que disse que o espetáculo foi “absolutamente terrível” e “uma afronta à Grandeza dos EUA”. Sem citar o nome de Bad Bunny, Trump publicou em sua rede Truth Social:

Parte da renda dos shows de Bad Bunny no Brasil vai para a caridade

“O show do intervalo do Super Bowl é absolutamente terrível, um dos piores de TODOS OS TEMPOS! Não faz sentido, é uma afronta à Grandeza dos EUA, e não representa nossos parâmetros de Sucesso, Criatividade ou Excelência. Ninguém entende uma palavra que esse rapaz está falando, e sua dança é repulsiva, especialmente para as crianças que estão assistindo nos Estados Unidos, e por todo o mundo.”

Logo após, ele ampliou a crítica à liga de futebol americano. E isso atacando mudanças de regras e a mídia: “Esse ‘Show’ é apenas um ‘tapa na cara’ do nosso país, que está definindo novos patamares e recordes a cada dia. Inclusive a melhor marca na Bolsa (401 mil) na história! Não há nada inspirador nessa bagunça do Show do Intervalo e, veja, isso vai ganhar ótimos reviews da Fake News Mídia. Porque eles não têm nem ideia do que está acontecendo no MUNDO REAL. E, além disso, a NFL deveria mudar imediatamente a ridícula nova regra do início do jogo.”

Música, cultura latina e grandes nomes

Bad Bunny, vencedor do Grammy de Álbum do Ano por “DtMF”, entregou um espetáculo que fugiu do tradicional formato pop esperado em um evento com mais de 100 milhões de telespectadores só nos Estados Unidos.

A apresentação incluiu cenas gravadas em uma casa cenográfica montada no palco com participações especiais do ator Pedro Pascal e das cantoras Cardi B e Karol G. Isso trouxe diversidade de estilo e imagem ao público global.

Ao cantar “Debí Tirar Más Fotos”, Bad Bunny citou os países que compõem a América Latina, incluindo o Brasil. Assim , provocou uma reação calorosa de fãs e consolidando o tom multicultural da performance. O cantor imprimiu identidade latina em cada segmento, explorando ritmos que transitam entre reggaeton e trap latino. Além de pontuar referências que evocam a tradição musical da região.

Para muitos, esse foi um dos momentos mais marcantes da noite. A inclusão do continente foi mais do que simbólica: reforçou a presença cultural latina em um dos palcos mais vistos do mundo.

Bad Bunny não é estranho ao Super Bowl. Ele já havia participado do evento em 2020, quando fez uma participação especial no show de Shakira e Jennifer Lopez. Desta vez, no entanto, o protagonismo foi total e refletiu sua evolução artística e sua capacidade de reunir talento e política num mesmo espetáculo.

Política e música: Bad Bunny repete tom crítico

A apresentação de Benito, nome de batismo artístico de Bad Bunny, ganhou tom político quando ele se posicionou contra a política imigratória dos Estados Unidos. Sem citar Trump diretamente, o artista já declarou, em outras ocasiões, sua oposição às ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Durante a cerimônia do Grammy, ele reagiu com a frase “Fora, ICE”, ecoando críticas a medidas que, segundo ele, afetam negativamente comunidades imigrantes.

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Esse posicionamento já faz parte de sua trajetória pública e artística há anos. E retorna à conversa justamente num dos eventos culturais mais importantes da TV americana. Nesse sentido, Bad Bunny amplia a discussão sobre quem ganha espaço no mainstream e quais vozes conseguem levar mensagens mais amplas para audiências gigantescas.

Enquanto isso, a reação de Trump também ganhou corpo nas redes e na mídia, com apoiadores aplaudindo o ataque e críticos defendendo a liberdade artística e o alcance cultural de uma apresentação que valorizou diversidade e inclusão.

Apesar de toda a polêmica, o show do intervalo do Super Bowl 2026 segue como um dos momentos mais comentados da temporada, exatamente por misturar música, cultura, política e presença de grandes nomes como Lady Gaga e Ricky Martin em um só palco.

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É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino