Bad Bunny domina o Grammy e leva álbum do ano. Lista de ganhadores!

Por - 02/02/2026 - 08:52

Bad BunnyBad Bunny - Foto: Reprodução/Instagram @grammys

A noite de domingo, 1º de fevereiro, entrou para a história do Grammy Awards com uma sequência de prêmios que logo refletiu a diversidade da música global. Logo de início, a cerimônia confirmou o favoritismo de alguns nomes e também abriu espaço para surpresas. No centro das atenções, Bad Bunny saiu como o grande vencedor ao conquistar o prêmio de álbum do ano, principal categoria da premiação e uma das mais disputadas da noite.

A entrega dos troféus começou cedo e já movimentou o público. Ariana Grande e Cynthia Erivo abriram a lista de vencedores ao garantirem o prêmio de melhor duo ou grupo com “Defying Gravity”, faixa que integra a trilha sonora de “Wicked 2”. A escolha logo reforçou a força das produções ligadas ao cinema dentro da indústria musical e deu o tom da cerimônia.

Premiações iniciais e discursos emocionados

Na sequência, FKA Twigs venceu na categoria de melhor álbum dance e eletrônico durante a pré-cerimônia. Ao subir ao palco, a artista demonstrou surpresa e principalmente emoção ao falar sobre o reconhecimento. “Eu não esperava subir aqui hoje. Eu estava muito feliz de ter sido indicada em uma categoria tão incrível”, disse. Logo depois, completou: “Obrigada por acreditarem em mim. Essa foi uma jornada incrível”. O discurso reforçou o caráter pessoal da conquista bem como o peso simbólico do prêmio em sua trajetória.

Enquanto isso, as categorias latinas também chamaram atenção. A vitória de CA7RIEL e Paco Amoroso como melhor álbum de rock latino ou alternativo surpreendeu parte do público e garantiu um dos momentos mais celebrados da noite. No palco, os argentinos celebraram a conquista com entusiasmo. “Queremos agradecer a toda a América Latina. Amamos vocês”, afirmaram.

Revelação do ano confirma nova fase da música pop

Mais tarde, o Grammy reconheceu novos talentos. Olivia Dean levou o prêmio de artista revelação e emocionou ao agradecer o time que a acompanha desde o início da carreira. Com lágrimas nos olhos, ela destacou a importância do trabalho coletivo e da persistência ao longo dos anos. “Eu não imaginava que eu estaria aqui, então eu agradeço demais. Uma artista não é nada sem o seu time… E estou fazendo isso há 10 anos e essa vitória também é para vocês”, disse.

Assim, a cerimônia seguiu valorizando tanto nomes consolidados quanto artistas em ascensão, enquanto Bad Bunny fechou a noite como o grande símbolo de uma edição marcada por diversidade, emoção e reconhecimento global.

Veja a lista completa de vencedores do Grammy

  • Álbum do ano – DeBÍ TiRAR MáS FOToS — Bad Bunny
  • Gravação do ano – luther — Kendrick Lamar com SZA 
  • Canção do ano – WILDFLOWER — Billie Eilish
  • Artista revelação – Olivia Dean
  • Produtor do ano (não clássico) – Cirkut
  • Compositor do ano (não clássico) – Amy Allen
  • Melhor performance pop solo – Messy — Lola Young 
  • Melhor performance pop de duo/grupo – Defying Gravity — Cynthia Erivo e Ariana Grande
  • Melhor álbum pop vocal – MAYHEM — Lady Gaga  
  • Melhor gravação dance/eletrônica – Abracadabra — Lady Gaga 
  • Melhor álbum dance/eletrônico – EUSEXUA — FKA twigs
  • Melhor gravação remixada – Abracadabra (Gesaffelstein Remix) — Gesaffelstein (remix)
  • Melhor Performance de Rock – “Changes (Live From Villa Park) Back to the Beginning” — Yungblud Featuring Nuno Bettencourt, Frank Bello, Adam Wakeman, II
  • Melhor Desempenho em Metal – “Birds” — Turnstile
  • Melhor Música de Rock – “As Alive as You Need Me to Be” – Trent Reznor e Atticus Ross, compositores (Nine Inch Nails)
  • Melhor Álbum de Rock – “Never Enough” — Turnstile
  • Melhor Performance de Música Alternativa –  “Alone” — The Cure
  • Melhor Álbum de Música Alternativa – “Songs of a Lost World” – The Cure 
  • Melhor Performance de R&B – “Folded” – Kehlani
  • Melhor Performance de R&B Tradicional – “Vibes Don’t Lie” — Leon Thomas 
  • Melhor Música de R&B – “Folded” — Darius Dixson, Andre Harris, Kehlani Parrish, Donovan Knight, Don Mills, Khris Riddick-Tynes e Dawit Kamal Wilson, compositores (Kehlani)
  • Melhor Álbum de R&B Progressivo – “Bloom” — Durand Bernarr 
  • Melhor Álbum de R&B – “Mutt” — Leon Thomas 
  • Melhor Performance de Rap – “Chains & Whips” — Clipse, Pusha T & Malice com participação de Kendrick Lamar & Pharrell Williams 
  • Melhor Álbum de Poesia Falada – “Words for Days Vol. 1” — Mad Skillz
  • Melhor Performance de Jazz –  “Windows – Ao Vivo” — Chick Corea, Christian McBride e Brian Blade  
  • Melhor Álbum Vocal de Jazz – “Portrait” — Samara Joy
  • Melhor Álbum Instrumental de Jazz –  “Southern Nights” — Sullivan Fortner Featuring Peter Washington & Marcus Gilmore
  • Melhor Álbum para Grande Conjunto de Jazz – “Without Further Ado, Vol 1” — Christian McBride Big Band 
  • Melhor Álbum de Jazz Latino – “A Tribute to Benny Moré and Nat King Cole” — Gonzalo Rubalcaba, Yainer Horta & Joey Calveiro
  • Melhor Álbum de Jazz Alternativo – “Live-Action” — Nate Smith
  • Melhor Álbum Vocal Pop Tradicional – “A Matter of Time” — Laufey
  • Melhor Álbum Instrumental Contemporâneo – “Brightside” – ARKAI
  • Melhor Álbum de Teatro Musical – “Buena Vista Social Club”
  • Melhor Performance Solo de Música Country –  “Bad as I Used to Be [From “F1 The Movie”]” – Chris Stapleton
  • Melhor Performance Country em Dupla/Grupo – “Amen” — Shaboozey e Jelly Roll  
  • Melhor Música Country – “Bitin’ List” — Tyler Childers, compositor (Tyler Childers)
  • Melhor Álbum de música country tradicional – “Ain’t in It for My Health” — Zach Top
  • Melhor Performance de Música Tradicional Americana –
  • “Beautiful Strangers” — Mavis Staples
  • Melhor Performance Americana – “Godspeed” — Mavis Staples
  • Melhor Canção de Raízes Americanas – “Ancient Light” — Sarah Jarosz, Aoife O’Donovan e Sara Watkins, compositoras (I’m With Her) 
  • Melhor Álbum de Americana – “Big Money” – Jon Batiste
  • Melhor Álbum de Bluegrass – “Highway Prayers” — Billy Strings
  • Melhor Álbum de Blues Tradicional – “Ain’t Done With the Blues” — Buddy Guy 
  • Melhor Álbum de Blues Contemporâneo – “Preacher Kids” — Robert Randolph
  • Melhor Álbum de Folk – “Wild and Clear and Blue” — I’m With Her
  • Melhor Álbum de Música Regional de Raízes – “A Tribute to the King of Zydeco” (Vários Artistas)  
  • Melhor Performance/Canção Gospel – “Come Jesus Come” — Cece Winans com Shirley Caesar
  • Melhor Performance/Canção de Música Cristã Contemporânea – “Hard Fought Hallelujah” — Brandon Lake com Jelly Roll; Chris Brown, Steven Furtick, Benjamin William Hastings, Jason Bradley Deford e Brandon Lake, compositores 
  • Melhor Álbum Gospel – “Heart Of Mine” — Darrel Walls, PJ Morton
  • Melhor Álbum de Música Cristã Contemporânea – “Coritos Vol. 1” — Israel & New Breed 
  • Melhor Álbum de Gospel Tradicional – “I Will Not Be Moved (Ao vivo)” — The Brooklyn Tabernacle Choir
  • Melhor Álbum de Pop Latino – “Cancionera” – Natalia Lafourcade
  • Melhor Álbum de Música Urbana – “DeBÍ TiRAR MáS FOToS” — Bad Bunny
  • Melhor Album de Rock Latino ou Alternativo –  “PAPOTA” — CA7RIEL & Paco Amoroso
  • Melhor Álbum de Música Mexicana (incluindo Tejano) – “Palabra De To’s (Seca)” — Carín León
  • Melhor Álbum Tropical Latino –  “Raíces” — Gloria Estefan
  • Melhor Performance Musical Global – “EoO” — Bad Bunny
  • Melhor Performance de Música Africana – Push 2 Start” — Tyla
  • Melhor Álbum de Música Global – “Caetano e Bethânia Ao Vivo” — Caetano Veloso and Maria Bethânia
  • Melhor Álbum de Reggae –  “BLXXD & FYAH” — Keznamdi
  • Melhor Álbum de New Age, Ambient ou Chant
  • “Harmony” — FYÜTCH & Aura V
  • Melhor Álbum de Comédia – “Your Friend, Nate Bargatze” — Nate Bargatze
  • Melhor Gravação de Audiolivro, Narração e Contação de Histórias – “Meditations: The Reflections of His Holiness the Dalai Lama” — Dalai Lama
  • Melhor Trilha Sonora para Mídia Visual (Inclui Cinema e Televisão) –  “Sinners” – Ludwig Göransson, compositor  
  • Melhor Trilha Sonora para Videogames e Outras Mídias Interativas – “Sword of the Sea” — Austin Wintory, compositor
  • Melhor Canção Escrita para Mídia Visual –  “Golden” [De “KPop Demon Hunters”] — EJAE e Mark Sonnenblick, compositores (HUNTR/X: EJAE, Audrey Nuna, Rei Ami)
  • Melhor Videoclipe – “Anxiety” — Doechii
  • Melhor Filme Musical – “Music by John Williams” — John Williams
  • Melhor Pacote de Gravação – “Tracks II: The Lost Albums” — Meghan Foley & Michelle Holme, art directors (Bruce Springsteen)
  • Melhor Capa de Álbum – “Chromakopia” — Shaun Llewellyn e Luis “Panch” Perez, diretores de arte (Tyler, the Creator) 
  • Melhores Notas de Álbum – “Miles ’55: The Prestige Recordings” — Ashley Kahn, autora das notas do álbum (Miles Davis)
  • Melhor Album Histórico – “Joni Mitchell Archives – Volume 4: The Asylum Years (1976-1980)” — Patrick Milligan & Joni Mitchell, compilation producers; Bernie Grundman, mastering engineer (Joni Mitchell)
  • Melhor Álbum de Engenharia de Som, Não Clássico – “That Wasn’t A Dream” — Joseph Lorge e Blake Mills, engenheiros; Patricia Sullivan, engenheira de masterização (Pino Palladino, Blake Mills)
  • Produtor do Ano, Música Clássica – Elaine Martone
  • Melhor Álbum de Áudio Imersivo –  “Immersed” — Justin Gray, engenheiro de mixagem imersiva; Michael Romanowski, engenheiro de masterização imersiva; Justin Gray, Drew Jurecka e Morten Lindberg, produtores imersivos (Justin Gray)
  • Melhor Composição Instrumental – “First Snow” — Remy Le Boeuf, compositor (Nordkraft Big Band, Remy Le Boeuf e Danielle Wertz) 
  • Melhor Arranjo, Instrumental ou A Cappella
  • “Super Mario Praise Break” — Bryan Carter, Charlie Rosen & Matthew Whitaker, arranjadores (The 8-Bit Big Band) – VENCEDOR
  •  Melhor Arranjo, Instrumentos e Vocais
  • “Big Fish” — Erin Bentlage, Sara Gazarek, Johnaye Kendrick, Nate Smith e Amanda Taylor, arranjadores (Nate Smith com participação de säje) 
  • Melhor Performance Orquestral –  “Messiaen: Turangalîla-Symphonie” – Andris Nelsons, maestro (Orquestra Sinfônica de Boston)
  • Melhor Gravação de Ópera – “Heggie: Intelligence” — Kwamé Ryan, regente; Jamie Barton, J’Nai Bridges e Janai Brugger; Blanton Alspaugh, produtor (Houston Grand Opera; Gene Scheer) 
  • Melhor Performance Coral – “Ortiz: Yanga” — Gustavo Dudamel, conductor; Grant Gershon, chorus master (Los Angeles Philharmonic & Tambuco Percussion Ensemble; Los Angeles Master Chorale)
  • Melhor Performance de Música de Câmara/Conjunto de Pequeno Porte
  • “Dennehy: Land Of Winter” — Alan Pierson & Alarm Will Sound
  • Melhor Solo Instrumental Clássico – “Shostakovich: The Cello Concertos” — Yo-Yo Ma; Andris Nelsons, conductor (Boston Symphony Orchestra)
  • Melhor Álbum de Música Clássica Solo Vocal – Telemann: Ino – Opera Arias For Soprano — Amanda Forsythe, solista; Robert Mealy, Paul O’Dette e Stephen Stubbs, regentes (Orquestra do Festival de Música Antiga de Boston)
  • Melhor Compêndio Clássico – Ortiz: Yanga — Gustavo Dudamel, maestro; Dmitriy Lipay, produtor
  • Melhor Composição Clássica Contemporânea – Ortiz: Dzonot — Gabriela Ortiz, compositora (Alisa Weilerstein, Gustavo Dudamel e Filarmônica de Los Angeles)

É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino