João Gomes transforma Copacabana em um mar de chapéus

Por - 02/01/2026 - 11:06

João GomesJoão Gomes se apresentou na virada de Copacabana - Foto: Webert Belício/ AgNews e Divulgação

A orla de Copacabana ganhou um visual fora do comum na virada do Réveillon Rio 2026. Mais de 20 mil chapéus apareceram entre o público que aguardava João Gomes, criando uma cena marcante e carregada de simbolismo.

O acessório, já associado à imagem do cantor, deixou de ser apenas figurino e passou a funcionar como elo direto entre artista e plateia, em um gesto coletivo de afeto e identificação.

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João Gomes se uniu ao Nação Zumbi em tributo especial

Assim que subiu ao palco, João Gomes encontrou um público disposto a participar ativamente do espetáculo. O coro visual formado pelos chapéus reforçou a ideia de pertencimento e ampliou o impacto da apresentação. Ao mesmo tempo, o cenário destacou a força da trajetória do artista, que saiu do Nordeste para conquistar o país sem abrir mão da própria identidade.

Público de João Gomes em Copacabana
Foto: Divulgação

Homenagens que olham para as raízes

Durante o show, João Gomes fez questão de olhar para o passado para fortalecer o presente. Em meio à festa, o cantor homenageou nomes fundamentais da música nordestina, como Assisão, ao tocar “Fogueirinha”. Além disso, a apresentação abriu espaço para reverenciar outros artistas pernambucanos que ajudaram a moldar o forró e a música popular da região.

Enquanto muitos shows apostam apenas em hits, João optou por construir pontes. Dessa forma, usou um dos palcos mais emblemáticos do país para apresentar referências que nem sempre chegam ao grande público. Assim, o espetáculo ganhou camadas que foram além da celebração da virada.

Identidade e reconhecimento no palco da virada

Mais do que um show festivo, a apresentação funcionou como gesto de reconhecimento. João Gomes entende o alcance que tem e, por isso, utiliza a visibilidade da grande massa para resgatar histórias, valorizar origens e reafirmar a importância da cultura nordestina.

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Ao transformar o chapéu em símbolo coletivo, o cantor reforçou a própria narrativa e convidou o público a fazer parte dela.

Dessa maneira, Copacabana não apenas celebrou a chegada de um novo ano. A praia também testemunhou um encontro entre tradição, identidade e emoção, conduzido por um artista que segue fiel às próprias raízes enquanto amplia seu diálogo com o Brasil inteiro.

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É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino