Freddie Mercury ainda envia presentes de Natal 34 anos após sua morte

Por - 26/12/2025 - 10:50

Freddie Mercury no NatalFreddie Mercury adorava o Natal -

Freddie Mercury tinha fama de artista extravagante e generoso. Enquanto muitos lembram dele pelo talento vocal e performances épicas com o Queen, poucos sabem que o cantor levou sua generosidade para além da vida. Antes de morrer em novembro de 1991, Mercury planejou um gesto que segue vivo. Ele organizou que, a cada Natal, pessoas queridas recebessem presentes em seu nome.

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Para isso, o vocalista fez um acordo vitalício com a renomada loja de departamentos Fortnum & Mason, em Londres. Dessa forma, uma lista especial de amigos, familiares e afilhados recebesse uma cesta anual de presentes pagas por seu espólio.

O ritual começou logo após sua morte e já ultrapassou três décadas de execução. Por meio desse arranjo, Mercury continua a marcar o feriado com lembranças destinadas a uma comunidade íntima que ele cultivou em vida.

Lembrado para sempre

Testemunhas dessa tradição descrevem o gesto como algo que reflete não apenas o amor que ele sentia, mas também a forma como ele desejava que sua presença fosse lembrada e compartilhada.

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Fortnum & Mason é conhecida mundialmente por seus cestos de Natal. Uma mistura de luxo e tradição (vinhos finos, doces, queijos e outras iguarias) em embalagens icônicas de vime que remontam ao século XVIII.

O modelo mais prestigiado, o Imperial Hamper, chega a custar cerca de 6.000 libras, reunindo dezenas de itens sofisticados ideais para a celebração festiva.

O acordo garante que, todos os anos, esses presentes especiais sigam seu destino sem falhas. A cada Natal, os nomes anotados na lista que ele deixou recebem uma cesta diretamente da loja de Londres, transformando o feriado em um momento de afeto e lembrança contínua do artista.

Histórias que atravessam gerações

O cantor Elton John, um dos amigos mais próximos de Freddie, relatou em sua autobiografia um episódio que tornou essa tradição ainda mais humana. Na manhã de Natal de 1991, poucos dias após a morte de Mercury, alguém bateu à porta de Elton trazendo um presente dele.

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Dentro de uma fronha, havia uma pintura de um dos artistas favoritos de Elton, Henry Scott Tuke, acompanhada de uma nota: “Querida Sharon, vi isto em um leilão e achei que você iria adorar. Com amor, Melina” — apelidos carinhosos que ambos usavam.

Esse episódio não apenas reforça a personalidade afetuosa de Mercury, mas também traduz a forma como ele via seus vínculos: não como relações superficiais, e sim como laços carregados de significado e cuidado constante. A fronha com a aquarela inclusive permanece ao lado da cama de Elton John como lembrança desse afeto duradouro.

Peter Freestone, assistente pessoal e amigo de Mercury por mais de uma década, definiu bem o espírito do cantor. Para ele, Freddie sempre colocou os outros à frente de si mesmo e demonstrou prazer em fazer gestos que causassem alegria aos que o cercavam. Além de presentes de Natal, ele mantinha um caderno com datas de aniversários de todos os seus amigos para nunca esquecer de enviar uma lembrança ou cartão.

A tradição que ele iniciou permanece ativa e se tornou parte das celebrações natalinas de muitos que o conheceram, reforçando o legado de um artista que transformou suas relações humanas em atos contínuos de carinho e lembrança

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É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino