No Limite às 07:00

Fora do ‘No Limite’, Angélica Ramos revela torcida por Kaysar e Zulu e afirma que Gleici arquitetou contra ela

Reprodução/Instagram

Quando surgiu na 15ª edição do “Big Brother Brasil”, Angélica Ramos era mais uma promessa no reality. E causou. Deixou o jogo com ares de vilã e fala de falastrona. Passados seis anos, a ex-auxiliar de enfermagem paulistana mostrou um lado mais ameno ao participar do “No Limite 5”. Segunda eliminada na tribo Calango, Angélica, de 39 anos, deixou o bate-boca no passado, quando foi eliminada com 69% e mesmo fora do reality de sobrevivência, conquistou muitos novos fãs. Inclusive André Marques.

O apresentador do “No Limite” não escondeu a admiração por ele e externou no programa “A Eliminação”, cobrindo-a de elogios. Angélica lembrou, em conversa com a reportagem de OFuxico, que ao deixar o “BBB”, Pedro Bial também a elogiou. Para ela, a autenticidade será sempre sua maior característica. Não por acaso, Angélica afirma com todas as letras que saiu do game por ser forte, o que acabaria prejudicando outros colegas de jogo.

“Vivo há três anos na Bélgica. Eu vim para pegar R$ 500 mil. Saí do jogo, então quero, com a visibilidade positiva que estou tendo, conquistar esse valor aqui fora. Acho que eu seria uma ótima comunicadora”, sugeriu.

Leia mais declarações autênticas da ex-No Limite na entrevista a seguir:  

OFuxico: Qual era a sua expectativa no jogo?
Angélica Ramos:
 "Eu tinha a melhor das expectativas, uma preocupação grande para que as pessoas não ficassem presas ao que foi falado sobre mim pós-BBB, porque realmente não condiz. Uma discussão não é motivo para adjetivar uma pessoa de forma negativa como ‘barraqueira’, primeiro porque não é ocaso, e segundo porque não vendo barraca. É um adjetivo que eles nos dão de forma errônea e descabida. Acho que as pessoas não sabem o significado das palavras. Mas acho que o papel da sociedade é esse, tentar sempre diminuir."

OFuxico: Então você errou na estratégia?
Angélica Ramos: "
Eu sempre pensei na política da boa vizinhança, consegui com sucesso. Não saí por inimizade. Minha estratégia seria manter a base do grupo com pessoas com quem eu tinha mais acesso de entendimento. Eu compartilhava dos mesmos valores que eu para o jogo, como manter a equipe forte, evitar pessoas que sempre queriam criar atritos, eu não estava mais neste lugar, não cheguei a estar nesse lugar dentro do ‘No Limite’. Então, a minha estratégia seria dar o melhor como eu dei, mantendo a política da boa vizinhança. Um dia a Gleici me falou: ‘Não pense você que se você vai dar seu sangue aqui, que as pessoas não vão votar em você’. E disso ela estava coberta de razão. Eu dei o meu sangue e ela mesma arquitetou pra que eu saísse." 

OFuxico: Xiii… ficou com raiva dela?
Angélica Ramos: "
Está tudo bem, faz parte do jogo, cada um usa uma estratégia. Não vim com maturidade, nem tempo, nem look pra entrar nessas brigas, de mal entendimento, de interpretação errada.Estou uma vibe bem diferente da que eu tinha quando saí do “Big Brother Brasil 15’".

OFuxico:  Autenticidade foi sua marca no “BBB 15” e você a manteve desta vez. Você falou ao André Marques, no programa “A Eliminação”, que sabia que seu jeito poderia causar atrito. Então, o que te fez aceitar o convite?
Angélica Ramos: "
Carrego a autenticidade comigo desde que me conheço por gente. Lembro que na minha eliminação do “Big Brother” o Pedro Bial falou assim: ‘Manda esse sorriso matador e vem ser autêntica aqui fora’. Isso me rendeu esse título de autenticidade e eu tenho ele como meu padrinho, ele me definiu muito bem. Eu saí com um discurso lindo e que não me depreciou. Pelo contrário. Ele valorizou a minha autenticidade, a minha coragem, a minha garra. Eu mantive tudo isso, não acho que a minha autenticidade tenha me prejudicado no ‘No Limite’. O que na verdade me prejudicou não foi ser eu. Foi a cisma de uma pessoa quando eu me comunicava. Eu não podia falar nada que incomodava a Gleici, ela se sentia incomodada talvez por medo de eu me destacar mais, dela ser mais quietinha e ser mal interpretada e eu estar tomando a frente disso."

OFuxico: É dela a culpa de você ter saído?

"Eu acho que o ego das pessoas afetou muito a minha saída. Eu fui muito raçuda e isso não tem como contestar. Contra fatos, não há argumentos. É clichê, mas isso é real. Fui muito bem recebida e a Gleici tinha uma postura na minha frente, por trás reclamava. Ela poderia ter falado para mim, mas preferiu não falar."

OFuxico:  Em algum momento você percebeu desaprovação explícita de alguém do grupo, ao ponto de te tirar do eixo?
Angélica Ramos:
 "Acho que ela (Gleici Damasceno) desaprovou o meu jeito, o meu destaque, a minha luz, a minha coragem, a minha resistência e resiliência e acho que ela viu isso como um ponto forte em mim, que poderia enfraquecê-la dentro do jogo. Por isso acredito que houve uma desaprovação dela, tipo: ‘É muita luz, é muito poder pra mim que estou numa vibe mais paz e amor, sem me comprometer’".

OFuxico: Quem é o melhor e o pior jogador da equipe Calango?
Angélica Ramos: "
Não acho que tenha ninguém melhor ou pior. Todo mundo tem uma qualidade, uma estratégia diferente. Todos têm competência pra chegar, mas também tem coisas que desabonam e pode ser que essa pessoa não consiga chegar lá. Cada um tem um pouquinho de alguma coisa. A Jéssica é muito esforçada, mas é muito ansiosa, isso atrapalha. A Peixinho é querer fazer tudo, pode ser mal interpretada. O Kaysar tem suas particularidades, ele observa mais do que fala. O André está sempre disposto a ajudar e de repente pode ser mal visto, tipo não se posiciona, está tudo no oba-oba. O Bil tem força, mas deixa a desejar por outro lado, na visão de algumas pessoas. Não tenho nada que desabone ninguém, acho que todos ali são competentes. Não tem pior jogador."   

OFuxico: Quem vence?
Angélica Ramos:
 "Espero que alguém do Calango chegue à final, independentemente de quem seja. Eu sou calanguete! Mas se eu tivesse que escolher alguém, seria o Kaysar pela leveza que ele apresenta, mesmo ele tendo votado em mim, mas eu acredito que o voto dele tenha sido uma influência da Gleici. Não tenho dúvidas disso. Se, infelizmente, ninguém do Calango chegar, quero muito que o Zulu tome esse pódio. Pelo pouco que pude ver dele nas provas, eleé um cara muito completo como o Kaysar."

OFuxico: O que você teria feito diferente no BBB e no No Limite?
Angélica Ramos: "
Eu já fiz. Cheguei falando muito menos e observando muito mais. Fui estrategista, transitei por aqui, por ali, advoguei ao meu favor quando votei no Mahmoud, já que ele falou que estava entre eu e ele. Estrategicamente falando, votei nele pra poder me livrar! E isso não tem a ver com falsidade e sim com estratégia de jogo. Eu fui ali pra jogar, não fui pra fazer amizade. Não estou desprezando nenhum participante, eu gosto de todos eles, faço questão de ter contato com todo mundo, que eles possam vir me visitar na minha casa e que eu possa visitá-los também. Não faz mais parte do jogo. No ‘BBB’ eu comprei briga de pessoas que não estavam comigo. Eu estava com elas, mas elas não estavam comigo. Entrei no ‘No Limite' disposta a ganhar esse prêmio, disposta a realmente jogar, a criar estratégias e advogar ao meu favor. São R$ 500 mil, só um vai ganhar e eu queria muito que esse prêmio fosse meu. Eu já entrei muito diferente. Todo mundo pensou que eu fosse fazer uma coisa e fiz outra."

OFuxico: Quando você volta para a Bélgica? O Brasil não faz mais parte dos seus planos?
Angelica Ramos:
 "Esta semana! Estou doida pra voltar, morrendo de saudade da minha família, dos meus filhos. Minha vida está lá. Meu plano foi vir buscar R$ 500 mil. Não ganhei, mas a emissora é uma vitrine muito grande. Quero ter a oportunidade de aproveitar isso com publicidade. Esse meu perfil falta muito na publicidade. Quero chamar a atenção inclusive dos patrocinadores do programa. Tem aqui, outro ali, mas acho que nesse momento em que eu consegui ganhar um pouco mais de voz do que quando eu passei pelo ‘BBB’, teria uma repercussão do meu nome de uma forma muito positiva, muito interessante, que me surpreendeu bastante uma vez que a gente está num país que não reconhece quem você é, eles querem te adjetivar e eu acho que agora é o momento de eu trabalhar. Estou ansiosa por essa procura, por essas pequenas, médias e grandes empresas para que eu consiga trabalhar, porque vim buscar R$ 500 mil dentro do programa ou fora dele. A minha intenção agora é fazer com que essas marcas tenham interesse em trabalhar comigo, porque potencial, inteligência, capacidade, competência, eu sou uma ótima comunicadora, estou vendendo mesmo meu peixe e acho que não vão perder nada em me contratar. Quero fazer R$ 500 mil aqui fora."

OFuxico: Se arrepende de ter aceitado o convite?
Angélica Ramos: "
De maneira nenhuma! Fiquei honrada, lisonjeada em após seis anos ter sido lembrada, principalmente por eu não estar mais em território nacional. Não sou a menina biscoiteira da internet, não tenho milhões de seguidores como a galera tem e as pessoas acabam te medindo pelo número de seguidores, o que acho absurdo. As marcas perdem muito em não contratar pessoas pela competência delas. Os meus seguidores estão ali porque se identificam, gostam da comunicação que tenho com eles. Fico honrada desde o ‘BBB’ até aqui. Se tiver mais, pode me chamar!"

OFuxico: Opa, então tipa mais um reality?
Angélica Ramos
: "Vai ter ‘No Limite’ ano que vem, né… Mas toparia apresentar junto com o André, ou apresentar num desses programas do Multishow. Acho que a Globo ia ganhar muito se eu fosse comunicadora, mesmo sem ser reality. Mas toparia participar sim de outro reality. Quando você é escolhido, estão apostando na sua imagem e isso é uma valorização. Estamos falando de uma empresa gigante, onde todo mundo quer entrar. Tive o prazer de passar pela Globo duas vezes, mesmo eu estando fora, sempre estive na plataforma deles de uma forma muito boa. Se falam de mim, é porque rende coisas boas e fico muito feliz com isso. Falo que sou cria da Globo. Angélica Ramos nasceu ali, mas não descarto participação em reality de outras emissoras. Está muito cedo, é questão de conversa. Sou uma mulher muito de ‘vamos que vamos’".  

Fuxico: Então, nada de decepções e ressentimentos?

"Claro que não! Votei, fui votada, acabou pra mim, mas o que me conforta é que brasileiro não sabe votar e vivemos num momento que deixa isso muito explícito. Isso me consola… quem acabou perdendo o jogo, fui eu, mas dá pra ganhar muita coisa na vida ainda. Só de eu ter saúde, força de vontade e competência, já sou uma vencedora"