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24/06/2020 | 09h34m - Publicado por: Giovanna Prisco | Foto: Reprodução/Instagram/@luizabrunetoficial

Luiza Brunet sobre médium João de Deus: 'Foi longe demais'

Atriz revelou que foi convidada para se tratar com ele

Luiza Brunet sobre médium João de Deus: 'Foi longe demais' - Reprodução/Instagram/@luizabrunetoficial

Na madrugada desta quarta-feira (24), Luiza Brunet participou do programa Conversa Com Bial, exibido pela Rede Globo.

A atriz revelou que foi convidada a se consultar com o médium João De Deus, acusado de assédio sexual.

"Eu tenho vitiligo, que é uma doença de pele que começou quando eu era menina. Inclusive, acho que essa doença apareceu por conta das violências a que assisti, porque a minha imunidade é baixa e tudo isso reflete em algum lugar no corpo. Então, alguém me sugeriu de ir lá e acabei não indo", disse ela.

Em seguida, a atriz afirmou que recusou o tratamento.

"Eu nunca tive interesse em ir lá, apesar de ter sido convidada algumas vezes. Hoje em dia eu falo graças a Deus por não ter ido", afirmou.

A artista também relembrou de uma pessoa bem próxima que foi vítima do médium.

"Logo depois que apareceram as denúncias, uma amiga minha foi procurá-lo justamente para buscar conforto e ele também a machucou".

O programa mostrou o depoimento de uma das vítimas de João de Deus, exibido em uma cena da série documental Em Nome de Deus, da Globoplay.

"Realmente esse cara foi longe demais", disse Luiza, indignada.

Ativismo

Nos últimos anos, Luiza Brunet tem sido um símbolo da luta pelo fim da violência contra a mulher. A atriz relembrou alguns traumas durante a entrevista.

"Aos 13 anos de idade, quando eu trabalhava em uma casa de família no Rio de Janeiro, sofri um abuso sexual que nunca falei para ninguém. Guardei durante anos e só voltei a falar disso na idade madura pós-agressão física aos 54 anos", contou ela.

Em 2016, Luiza foi agredida pelo então companheiro, o empresário Lírio Parisotto, em Nova York, e comentou os motivos que levam as mulheres a não denunciar a violência.

"Os dois maiores fatores que impedem uma mulher, seja criança, adolescente ou adulta, de denunciar por ter apanhado, ou recebido qualquer tipo de violação, é a vergonha e o julgamento. Nós podemos falar, sim, do nosso sofrimento. Não precisamos ter vergonha. Quem tem que ter vergonha é o agressor, porque o agressor é um covarde. O homem que deveria ser exposto. Se a gente colocasse a foto de todos os agressores expostos, não haveria espaço, porque são muitos. Então, aquela vergonha que sentíamos no passado, não precisamos mais sentir", finalizou ela.

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