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22/02/2021 | 14h40m - Publicado por: Flavia Almeida | Foto: Divulgação/TV Globo

Lurdes e sua prole estão de volta! Elenco se reúne para falar da volta de Amor de Mãe

A autora e os atores destacaram a dificuldade em lidar com a pandemia na volta ao trabalho

Lurdes e sua prole estão de volta! Elenco se reúne para falar da volta de Amor de Mãe - Divulgação/TV Globo

“Se vocês assistiram à primeira temporada de Amor de Mãe com um lencinho, podem separar uma toalha”. A dica foi dada por Jéssica Ellen, que vive a Camila na novela de Manoela Dias. O folhetim voltará a ser exibida no horário nobre da Globo a partir do dia 1º de março. 

Ao longo de duas horas, o elenco Regina Casé, Jéssica Ellen, Nanda Costa, Thiago Martins, Juliano Cazarré e Humberto Carrão conversaram virtualmente com a imprensa, nesta segunda-feira (22), para falar sobre a expectativa do retorno da história, interrompida por conta da pandemia. 

A autora detalhou como foi a sensação e o impacto desde a paralisação das atividades, no clímax da trama principal, até o momento da retomada. Manoela Dias destacou que o inusitado diante do contexto mundial era tamanho que ela não teve como se preocupar apenas com sua história. 

“Quando a novela parou eu estava preocupada com o mundo e não com a minha história. Tinha uma coisa tão grave e assustadora acontecendo, desconhecida, que não tinha espaço pra eu sofrer pela minha novela, eram escalas muito diferentes. Uma coisa é a vida das pessoas e outra é interromper uma narrativa”, disse. 

Para a autora de 43 anos, 22 deles contratada pela Globo, o grande dilema foi colocar ou não a questão da Covid-19 na trama. 

“Quando a gente foi tomando pé da situação, claro que não parei de trabalhar. A princípio pensei em não colocar a Covid-19 na trama porque até então ia durar uns 15 dias. Estamos aqui, quase um ano depois, fazendo coletiva online”, destacou. 

“Comecei a curtir e pensar como cada um dos personagens ia reagir a essa realidade. Todos nós estamos sendo submetidos à ela”, disse. 

Regina Casé contou que, logo de início, estava convencida de o assunto que não seria tratado na ficção e se conformou com isso.   

“A Manu dizia: ‘Deus me livre de ter pandemia na novela! Quando for ao ar todo mundo já estará de saco cheio e não vai querer saber desse assunto’. Eu concordei. Foi passando o tempo, de repente chegaram os textos e lá estava a pandemia. Ela falou que era inviável, impossível gravar se a pandemia não estivesse inserida na ficção e eu fiquei com medo, porque ela já havia me convencido de que não era uma coisa boa. Vi que foi uma coisa ótima”, afirmou a atriz. 

Regina Casé e Adriana Esteves em cena de Amor de Mãe

Jéssica Ellen também comemorou o toque realista. 

“Uma das coisas que me emociona é pensar que a novela passou por tudo isso, as pessoas vão parar para assistir.  Que bom que a Manuela teve essa escolha de colocar a Covid-19. Seria estranho ignorar tudo isso, destacou. 

Juliano Cazarré, que se tornou pai pela quarta vez em plena pandemia, tirou de letra. 

“Não existe a opção de não dar conta de tudo, todos nós temos que encarar. Não tem como desistir da vida. É normal, não acho uma tarefa sobrenatural. Hoje estamos aqui, eu e Letícia (mulher dele), casados, com quatro filhos. A Lurdes criou cinco sozinha. É vontade de dar certo, de fazer, de ver as crianças felizes. Não me sinto herói. Se você está indo dormir muito cansado, é porque está tudo certo”, garantiu. 

Para Thiago Martins, voltar ao trabalho foi um novo respiro. 

“Amor de Mãe foi uma das novelas que mais me diverti fazendo. De repente a pandemia chega e desconstrói tudo isso, cada um na sua casa, o Brasil indo cada vez mais para o buraco. Foi muito bom voltar”. 

TV Globo bate martelo para retorno de Amor de Mãe

Nanda Costa teve que se conter para não correr, literalmente, para o abraço. 

“Eu tive o privilégio de passar a quarentena em casa e a primeira pessoa que vi foi a Regina. Deu uma vontade de abraçar, acendeu uma esperança porque por algum tempo parecia que isso ia demorar ainda mais. No set, tinha uma concentração maior, um silêncio pra coisa dar certo. É sempre melhor estar trabalhando, estar em movimento contando essa história tão linda, cercada de gente vibrando”. 

A mãezona confessou que era a mais disposta a furar o bloqueio... 

“Eu era a pessoa que mais preocupava a todos porque sou a mais velha. Ao mesmo tempo eu não era imprudente, mas era a que mais me jogava. Estava tudo guardado de um jeito... porque a Lurdes é uma personagem muito arrebatadora pra puxar o freio. Eu me senti muito cuidada”, disse Regina Casé. 

Para o filho emprestado, vivido por Humberto Carrão, o reencontro deu a sensação de que tudo logo seria normal novamente. 

“Voltar ao set teve a beleza de encontrar as pessoas de novo após seis meses dentro de casa. Dava a impressão de que as coisas poderiam voltar ao normal. Uma novela de amor, de beijos, de contato... o texto supera isso, uma novela carregada de encontros e afetos e a gente soube contornar muito bem”. 

Com tanta coisa a destacar, Lurdes e seus filhos – “Eu não consigo não incluir o Sandro na família”, disse Regina por várias vezes – pareciam estar em cena, de tão à vontade. Ficou evidente que, mesmo quando a trama chegar ao fim, nada vai substituir esse amor de mãe... 

Toques realistas

Manoela Dias enfatizou que fez uma passagem de seis meses na história, sem exatamente datar. Ela usou dados como o número de óbitos, para que o público se ambientasse na trama. 

“A novela é extremamente realista, naturalista, a Covid-19 entrou exatamente como entrou em nossas vidas. Fiz uma passagem de seis meses na narrativa, precisava datar isso. Quando começamos a narrativa, tinham morrido 9 mil pessoas. As pessoas reagem como estávamos reagindo: com medo, usando máscara, aprendendo”, disse. 

O toque, tão corriqueiro na trama, foi a parte mais delicada de lidar. 

“Tudo que Amor de Mãe não pedia era o isolamento. A história de uma mãe procurando um filho, quem consegue procurar dentro de casa? A Lurdes, se já era afetiva na minha cabeça, Regina potencializou loucamente. Eu participo da edição, mas a gente não vê os protocolos, choro na hora de escrever, choro editando. As pessoas se abraçam na novela como a gente se abraça em casa, mas acaba ficando só aquelas mesmas pessoas”. 

“Essa novela acabou durando quase três vezes o tempo de uma novela normal e a força do destino vai encontrando seus caminhos. A Lurdes vai continuar encontrando os meios delas para achar o Domênico. Cada um vai com a força do que tem que ser”.

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