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16/04/2021 | 13h40m - Publicado por: Soninha Vieira, colaboração para OFuxico | Foto: Divulgação/André Spinola e Castro

Monja Coen, líder espiritual de famosos e anônimos, conta como tem vivido o isolamento social: ‘Em casa. Já escrevi 7 livros’

Ao OFuxico, a monja comentou sobre como combater o medo, a ansiedade e falou do lançamento do livro Tempo de Cura, da editora Planeta

Monja Coen, líder espiritual de famosos e anônimos, conta como tem vivido o isolamento social: ‘Em casa. Já escrevi 7 livros’ - Divulgação/André Spinola e Castro

Aos 73 anos de idade, Monja Coen Roshi, uma das principais referências no budismo, com 2,5 milhões de seguidores no Instagram, usa a rede social para promover o princípio da não-violência. Já conquistou famosos como Fátima Bernardes, fez lives com Cauã Reymond e Fernanda Souza, participou de programas com Fernanda Lima e Ana Maria Braga e tem o cantor Criolo como um frequentador de seu templo.  

Em conversa exclusiva com o OFuxico, ela contou que mantém o isolamento social em casa e já escreveu 7 livros. Além disso, deu dicas de como combater o medo e manter a serenidade neste momento de pandemia.

OFuxico: Como você tem mantido o isolamento social?
Monja Coen:
 "Trancada em casa (risos). Com a chave escondida (risos). Eu moro em frente a praça do Estádio do Pacaembu, vejo o pessoal na praça, correndo, crianças brincando, tem de tudo na praça e eu não saio. Como sou Monja e como tive um treinamento durante 12 anos em um mosteiro a gente acostuma a ficar no mesmo lugar. Mesmo quando estava no Mosteiro e vinha visitar minha filha e ela queria ir ao shopping eu já achava exaustivo porque era muita informação."

OFuxico: E o que você faz em casa?
Monja Coen:  "Aqui em casa moro com uma discípula que também é  Monja. Moramos só nós duas. Cada uma nos seus aposentos. Ela teve Covid e ficou em casa. Mas andamos só de máscara. Ela ficou no aposento dela. Quando ela vai a cozinha eu não vou  e vice-versa. A gente se reveza para não ficar uma perto da outra. Porque ela teve Covid e eu não, mas ela já sarou. A minha vida tem sido dentro de casa que é pequena. O templo fica dentro de uma casa que era uma casa comum que virou o Templo e o que mais fiz durante essa Pandemia foi escrever. Eu fiz 7 livros em um ano. Nunca escrevi tanto na minha vida. Para editora Planeta fiz o "Ponto da Virada" e acabei de fazer o "Tempo de Cura" e também no meio tempo fiz outros livros de outras editoras. Lógico que também, limpei a casa, cuidei dos cachorros, e do jardim, fiz um pouco de exercício, dei caminhadas, no começo até tomei um pouco de banho de sol..."

OFuxico: Monja e quando vem a tristeza incontrolável. O que a gente deve fazer?


"É importante que a gente se sinta útil. Se eu estiver ficando muito triste, temos que pensar com que iremos conversar, com quem iremos falar, temos que procurar algumas pessoas que me inspirem positivamente. Temos que pensar em que programas que vamos assistir na TV e na Rádio, que livros vamos ler, que textos vamos escolher ou seja, temos que fazer coisas que nos eleve, porque  ao contrário podemos conversar com pessoas que e fazer coisas que nos coloquem mais para baixo, não é mesmo?"

OFuxico: Monja Coen, qual o conselho que você daria a uma pessoa que está sem rumo e sem esperanças neste momento?
Monja Coen:
 "Eu gosto muito do muito do conceito do Paulo Freire, que é de Esperança de Esperançar. O que você faz para que seja diferente? A gente não está vendo a luz no fundo do túnel porque talvez tenha uma curva nesse tudo e a gente ainda não chegou lá. Então não desista. Resiliência. Aguenta. E a gente tem que perceber que o nosso próprio sistema sanguíneo é assim. A gente às vezes tem que passar por umas artérias tão pequenininhas, né? E esses glóbulos brancos eles se engolem todinhos ficam tão pequeninos tortinhos, para depois eles se abrirem novamente. Então com a pandemia estamos em um momento de restrições, de ficar em casa mas temos o lado da benção que é da comunicação, temos celulares, computadores, televisão, rádio e podemos até conversar a distância, não é mesmo? "   

Capa do livro Tempo de Cura da Monja Coen

OFuxico: Tenho percebido e visto muitos famosos como Cauã Reymond, Fernanda Souza, Fernanda Lima, Fátima Bernardes entre outros que já fizeram lives com você e são seus seguidores nesta trajetória de autoconhecimento. Como é essa relação com as pessoas que te reconhecem, tanto os famosos como os anônimos?
Monja Coen: "
É um carinho. É um mimo. É gostosinho. Pra mim é muito agradável, porque eu não tenho toda essa fama que os grandes atores tem. É diferente eu posso andar na rua, elas não podem mais, criam um certo nível de popularidade tão grande que a pessoa fica restrita com sua própria locomoção dentro da cidade. Pra mim eu recebo como um carinho tanto de pessoas conhecidas como as desconhecidas, porque o meu papel como uma Monja Zen Budistas é procurar fazer com que as pessoas despertem e eu acredito que as práticas meditativas do zen que chama-se ZanZen, são os caminhos de cura e do despertar, porque quando nós despertamos vamos procurar pela a cura e a cura que é de todos nós. Então no momento que tem pessoas que tem muito acesso a outras pessoas e que procuro eu fico muito feliz porque está dando certo."

OFuxico: Porque?


"Minha ideia não é que as pessoas se tornem budistas ou sejam meus discípulos e sim que elas tenham uma vida mais plena que possa apreciar a vida, que é breve. Cada minuto conta e vamos apreciar cada instante e sair do resmungo e da reclamação. Onde estamos é o lugar mais importante do mundo e a cura é agora e estar presente onde você está e usar tudo o que temos.  Sentir prazer na existência."

OFuxico: Seus livros são sempre muito bem-vindos para todos nós e você está lançando agora Tempo de cura. Qual foi sua inspiração para esse livro?
Monja Coen
: "Eu descobri que a coisa mais importante que percebi durante o ano passado foi exatamente a importância do cuidado. E o que leva a cura?  É o cuidado. Os dois caminham juntos. O cuidado e a cura. A capa do livro é aquele que é o protetor dos médicos e ele está com a máscara. então o que significa que todos temos que usar máscara e que é um momento desse cuidado amoroso. Não é só a minha vacina e a minha proteção e sim os outros que estou encontrando as outras pessoas que estão por aí. Quais são as maneiras de nos curarmos? Eu digo que tem três venenos na mente humana: ganância, raiva e ignorância. E a palavra vírus significa venenos e esses três venenos também precisam ser curados e para isso eu digo que a meditação ajuda." 

OFuxico: Monja Coen, todos estamos vivendo momentos de medo e ansiedade. Com base no livro “Tempo de Cura”, o que você nos aconselha para manter a nossa saúde mental?
Monja Coen: "
Temos que ter vida à nossa volta. Temos que cuidar de alguém. Temos que ter bichinhos, cuidar de uma plantinha, uma hortinha em um vasinho. Porque se cuidarmos de alguém de um bichinho de um passarinho, mesmo que a gente coloque um pedacinho de banana na janela a gente cria um vínculo de amor e de afeto e isso nos estimula. Outra coisa importante, é a gente olhar para o céu para imensidão. Nos dá uma expansão de consciência." 

OFuxico: Porque devemos ler o seu livro?


"Espero que seja um estímulo para cada um de nós encontrarmos o seu caminho da cura. Não é o meu caminho. Porque cada um de nós tem uma necessidade diferente. E no livro eu dou alguns instrumentos para dar profundidade para nós mesmos encontrar qual é esse caminho para cura. Porque chegou a hora. Chega de falar de doenças. Chega de ficar doente. Está na hora de nos curarmos como sociedade como humanidade." 





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