Advogados conseguem habeas corpus e Belo deixará a prisão
Por Redação - 18/02/21 às 09:24 - Última Atualização: 6 abril 2021
Preso na manhã de quarta-feira (17), o cantor Belo deve deixar a Polinter, na Zona Norte do Rio de Janeiro, a qualquer momento. Na madrugada desta quinta-feira (18), o desembargador Milton Fernandes de Souza aceitou o pedido de habeas corpus da defesa do artista e mandou expedir um alvará de soltura.
Além de Belo, policiais da Delegacia de Combate às Drogas, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, investigam dois produtores e um traficante, por conta da realização de um show no sábado (13), em uma escola pública no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio.
A polícia afirma que eles violaram um decreto municipal que proibiu aglomerações no carnaval e contribuíram com a disseminação do coronavírus, colocando em risco a vida de centenas de pessoas.
Ao deixar a Cidade da Polícia, rumo à Polinter, Belo falou rapidamente com a imprensa e afirmou que não cometeu nenhum crime.
Belo e Gracyanne Barbosa causam alvoroço na Cidade da Polícia
"Até agora eu não entendi o que eu fiz para estar passando por essa situação. Quero saber qual o crime que eu cometi. Subi no palco e cantei", disse.
Questionado sobre quem teria feito o pagamento de seu show, ele justificou.
"Minha empresa recebeu o dinheiro. CNPJ com CNPJ. Se eu não posso cantar para o público, a minha vida acabou", disse.
A operação que prendeu o cantor foi batizada de É o Que Eu Mereço, em referência a uma das músicas de Belo.
Visita de Gracyanne
O artista chegou à Delegacia de Combate às Drogas por volta das 15h30 de quarta-feira (17). Gracyanne Barbosa fez questão de prestar seu apoio ao marido e foi ao local.
Em nota, Belo pediu desculpas pelo show e questionou a decisão da Justiça.
“Ciente da gravidade da crise sanitária, Belo pede desculpas por ter se apresentado em uma aglomeração”, diz a nota.
Gracyanne Barbosa se pronuncia sobre prisão de Belo
Ele argumenta que o show foi legalmente contratado pela produtora Série Gold e questiona o fato de eventos culturais em outras regiões da cidade não terem sido alvo de investigação. Na nota, ele também questiona o fato de a prisão ter ocorrido após parecer contrário do Ministério Público (MP).
Como o show foi realizado em uma escola estadual do Parque União e não teve autorização das autoridades de Saúde, a polícia também investiga a invasão ao colégio. Segundo investigadores, as salas de aula do Ciep 326 – Professor César Pernetta – foram utilizadas como camarotes.
Segundo a polícia, Belo e os demais investigados vão responder por quatro crimes: infração de medida sanitária, crime de epidemia, invasão de prédio público e associação criminosa.
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