Após morte de Isabel Veloso, neurocientista explica como o vínculo paterno é essencial 

Por - 11/01/2026 - 05:00 - Última Atualização: 10 janeiro 2026

Isabel VelosoReprodução/Instagram

Com a morte de Isabel Veloso, aos 19 anos, vítima de câncer, a atenção se volta agora para o filho da jovem, de apenas 1 ano, que passa a ser criado exclusivamente pelo pai. Em meio à comoção e à dor da perda, surge também um olhar sensível sobre o futuro emocional dessa criança, especialmente nos primeiros anos de vida, fase considerada decisiva pela neurociência do desenvolvimento.

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Segundo a neurocientista e especialista em desenvolvimento infantil, Telma Abrahão, é nesse período inicial que o cérebro passa por uma intensa organização, sendo profundamente influenciado pela qualidade dos vínculos, das experiências emocionais e do ambiente em que a criança está inserida.

“Do ponto de vista da neurociência, o cérebro do bebê não precisa, obrigatoriamente, da figura materna para se desenvolver de forma saudável. O que ele precisa é de um cuidador principal que seja presente, previsível, afetuoso e sensível às suas necessidades, e esse papel pode ser plenamente exercido pelo pai”, explica Telma.

“Um pai emocionalmente disponível, que acolhe, cuida, brinca, conversa e responde aos sinais do bebê, ajuda a formar circuitos neurais associados à segurança e à regulação emocional. Isso é o que sustenta relações saudáveis no futuro”, destaca a especialista.

“A neurociência é clara ao mostrar que não é a configuração familiar que determina um desenvolvimento saudável, mas a qualidade do vínculo, da presença e do cuidado. Em um momento de tanta dor, o amor, a constância e a sensibilidade do pai serão fundamentais para transformar essa perda em uma história de proteção, vínculo e resiliência”, conclui.

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