Claudia Raia relembra assédio sofrido aos 13 anos: ‘Em pânico’

Por - 24/02/2026 - 13:51

Claudia RaiaReprodução/Instagram/@claudiaraia

Recentemente, Claudia Raia deu uma entrevista para o programa Dona Da Casa, exibido pela rádio portuguesa Antena 3, e relembrou um momento difícil quando sofreu um assédio com apenas 13 anos de idade.

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Segundo a atriz, ela estava hospedada na casa de um coreógrafo nos Estados Unidos e ele era considerado de confiança pela família.

“Eu era muito nova, eu tinha 13 anos, muito nova mesmo, e fui assediada pela pessoa que estava me recebendo na casa dele. E um dia, domingo, a mulher dele tinha saído para passear com a neném deles, e ele veio conversar comigo como é que tinha sido a semana, de aulas e tudo. E nós bailarinos, a gente tem uma coisa muito física, um bota a mão na perna do outro, é muito livre, né? Então ele botou a mão na minha perna, eu estava de camisola, como se fosse um tio meu, sabe?”, contou ela.

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Em seguida, Claudia contou que ele foi avançando cada vez a mão.

“E aí essa mão foi subindo, foi subindo aqui, para o meio da minha perna. Aquilo me chamou atenção, eu já olhei em volta, porque minha mãe sempre disse, se alguém te tocar sem que você queira, pegue o que tiver do seu lado e jogue na cabeça da pessoa. Não permita nunca que isso aconteça”.

Defesa

Para se defender, Claudia Raia contou que pegou uma coruja de cristal que estava ao seu lado.

“E eu olhei, do lado tinha uma coruja de cristal. Eu falei: é a coruja. Se ele avançar, é a coruja. Ele avançou. E eu dei a coruja na cabeça dele, ele desmaiou, abriu a cabeça. Veio com a mão por dentro da minha perna e veio para cima de mim. E eu joguei a coruja na cabeça dele. Achei que eu tinha matado ele. Imagina, com a cabeça aberta, sangrando”.

Para concluir, a famosa contou que recentemente encontrou o filho do coreógrafo e todas as lembranças voltaram à tona.

“Eu peguei minha mala, coloquei o que eu vi na frente de roupa e saí com a camisola e com o trench coat. Em pânico, na rua, no Harlem, sem ter para onde ir. Ele morreu agora, faz uns dois anos. Encontrei o filho dele, que é a cara dele, que é um grande sapateador. Eu também sapateio. E nós éramos padrinhos de um concurso de sapateado, um campeonato de sapateado que tem no Brasil. Ele era o padrinho, eu era a madrinha, foi quando eu encontrei com ele. Mas eu fiquei toda gelada quando o vi, porque ele era a cara dele”, afirmou.

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