Exumação dos Mamonas revela peça intacta de Dinho após 30 anos

Por - 26/02/2026 - 10:59

A jaqueta de Dinho estava intactaA jaqueta de Dinho estava intacta - Foto: Divulgação

Uma descoberta chamou atenção durante a exumação de Dinho, vocalista do Mamonas Assassinas. Funcionários localizaram uma jaqueta usada pela equipe da banda intacta sobre o caixão do cantor no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, na Grande São Paulo. O procedimento ocorreu no último dia 23 de fevereiro e, dois dias depois, as redes oficiais do grupo divulgaram a informação.

Por que exumar os corpos dos Mamonas?

Além disso, o CEO da marca Mamonas, Jorge Santana, confirmou o achado. Segundo ele, familiares colocaram a peça sobre o caixão no dia do enterro, em 1996. Desde então, o item permaneceu no local. Agora, o cemitério mantém a jaqueta sob guarda. Posteriormente, a equipe avaliará se o objeto integrará o memorial em homenagem à banda.

Mamonas Assassinas
Mamonas Assassinas – Foto: Divulgação

Projeto transforma cinzas em símbolo de renovação

Três décadas após o acidente aéreo que matou Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli, a equipe anunciou a exumação com um propósito simbólico. Em 2 de março de 1996, a aeronave caiu na Serra da Cantareira, na Zona Norte de São Paulo, encerrando de forma abrupta a trajetória meteórica do grupo.

Agora, parte das cinzas resultantes do processo seguirá para o Jardim BioParque Memorial Mamonas. O espaço abrigará cinco árvores, cada uma representando um integrante. De acordo com Jorge Santana, a proposta une memória e natureza em um gesto de “renovação e eternidade”. Ainda assim, o projeto mantém os túmulos disponíveis para visitação de fãs e familiares.

A administração prevê acesso gratuito ao memorial, embora ainda não divulgue data de inauguração. A iniciativa busca criar um ponto permanente de homenagem no próprio Cemitério Primaveras.

Espaço aposta em legado afetivo

O conceito do Jardim BioParque envolve o uso das cinzas em conjunto com sementes de espécies nativas. Conforme a organização do memorial, especialistas monitorarão o desenvolvimento das árvores de forma contínua. Assim, o espaço pretende consolidar um ambiente vivo, que represente a história da banda.

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Em nota publicada nas redes sociais, a equipe destacou: “O intuito é, sempre foi e sempre será perpetuar a memória e proporcionar aos fãs de hoje e das futuras gerações um espaço que conte a história de alegria, garra e determinação dos nossos meninos”. Além disso, o comunicado acrescenta: “A iniciativa integra o conceito de usar cinzas resultantes da cremação juntamente com a semente de espécies nativas. Elas passam a ser monitoradas continuamente por uma equipe de especialistas”.

Por fim, a proposta reforça a dimensão afetiva do projeto. Como descreve o texto oficial, “O espaço se propõe a ser um patrimônio afetivo, onde o tempo não apaga as lembranças, apenas as transforma”.

É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino