Fábio Assunção diz que vício o ‘envelheceu’ aos 30 anos

Por - 30/10/2025 - 07:11

Fabio AssunçãoFabio Assunção - Foto: Reprodução/ Youtube

O ator Fábio Assunção falou abertamente sobre o período mais turbulento de sua vida. Em entrevista ao podcast “Tantos Tempos”, ele revisitou o momento em que precisou encarar a própria exaustão e o vício, admitindo que, por volta dos 30 anos, sentiu sua vida “ruir”.

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“Foi um cansaço, um envelhecimento. Eu precisava parar. Foi um boicote. Eu precisava parar naquele movimento para me abastecer de outras coisas”, desabafou o artista, primeiramente.

Em seguida, detalhou: “Estava esgotado. Eu fiquei dez anos dentro de um estúdio trabalhando. Eu cheguei aos 30 exausto. Ali, eu fiquei velho, sabe? Eu virei um bebê. Tive que reaprender tudo: a andar, a falar, a lidar com meus horários”, contou o ator, hoje com 54 anos.

Um olhar sobre a própria jornada

Fábio descreveu o processo de recuperação como um renascimento. A intensidade da rotina, somada às cobranças e ao ritmo de gravações, o levou ao limite. Mas ele transformou a dor em aprendizado.

“Olhando hoje, de fora, eu acho a vida linda, porque ela sempre te dá possibilidades de você não desistir, ser resiliente, ressignificar sua velhice, sua juventude. A gente é livre. Eu posso ter o pensamento que eu quiser”, refletiu.

Ele afirmou que o vício não foi causado por uma substância, mas pelo vazio que ela preenchia. “É bonito você entrar por um processo de adoecimento da sua alma, porque não é um produto que faz você ficar dependente, mas é o espaço que aquilo ocupa na sua vida”, disse.

Recomeço e reconexão

Hoje, completamente recuperado, o ator vive um momento de plenitude. Ele destacou a importância da família e do autoconhecimento.

“Tenho três filhos, com cada um é assunto. Tudo é uma forma de ensinamento. Acho que isso é não ficar velho. Ficar velho é desistir”, afirmou.

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Nos anos 2000, Fábio buscou tratamento em clínicas de reabilitação e contou com o apoio de amigos e familiares. Agora, ele enxerga a vida como movimento constante.

“A diferença é essa: você achar que hoje, coisas vão acontecer. A gente está pulsando coisas”, destacou, por fim.

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É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino