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Galvão Bueno opina sobre volta dos esportes na pandemia e alfineta negacionistas

galvão bueno em programa de TV

Divulgação/TV Globo

Aos 70 anos de idade e 47 de profissão, Galvão Bueno comentou, com exclusividade ao OFuxico, a respeito da retomada de competições esportivas diante do cenário da Covid-19 no País. O narrador esportivo não escondeu sua preocupação. De acordo com ele, suas posições não têm relação com os direitos de transmissão da TV Globo.

“Não fiquei nada satisfeito com o retorno do futebol, com o Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil ou Super Copa. Acho que o mundo do esporte poderia ter aguardado um pouco mais, mas estava muito ansioso para voltar”, disse ele, que passou 14 meses trabalhando longe dos estúdios da TV e montou estúdios particulares – um em sua casa, em Londrina (PR), e outro em sua vinícola, no Rio Grande do Sul.

“Fui contra o retorno prematuro do futebol e de outros esportes no ano passado”, afirmou Galvão Bueno

Já vacinado, Galvão teve a oportunidade de voltar às transmissões nos estúdios da TV Globo. “Foi um renascimento profissional, pelo menos. Nunca imaginei ficar esse tempo todo sem uma transmissão de um jogo”, ponderou.

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Confira a entrevista completa:



OFuxico: De que forma você avalia a situação do meio esportivo em tempos de pandemia?
Galvão Bueno:
“Fui contra o retorno prematuro do futebol e de outros esportes no ano passado. Tenho muita preocupação com esses andamentos, deslocamentos de muita gente”

OFuxico: Você estava ansioso para voltar ao trabalho?
Galvão Bueno:
“Estava muito ansioso para voltar ao trabalho. Na minha abertura da primeira transmissão de retorno, que foi na final da Supercopa, entre Flamengo e Palmeiras, eu fiquei muito feliz, muito emocionado, mas na verdade preferia até que fosse um pouco mais para frente. Acho que o mundo do esporte poderia ter aguardado um pouco mais, mas estava muito ansioso para voltar ao trabalho.”

“Estamos vivendo a pior pandemia da história da humanidade”, pontuou Galvão Bueno.

OFuxico: Mesmo sendo um profissional experiente, rolou um friozinho na barriga?
Galvão Bueno:
“Daqui a três anos completo 50 anos de profissão, ainda tenho 47, que foram completados em março. Claro que dá um friozinho na barriga. Contudo, é bom, porque a adrenalina faz bem, faz parte desse momento, do meu trabalho de trabalhar e ser vendedor de emoções. Mas deu um friozinho na barriga, tremeu um pouquinho a perna (risos). Tudo que acontece em um momento tão especial como esse.”

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OFuxico: Muitas pessoas celebraram sua volta. Sente-se querido pelos brasileiros?
Galvão Bueno:
“Eu me sinto muito querido pelos brasileiros, sim. Claro tem quem goste, tem quem não goste, mas felizmente o número daqueles que gostam é imensamente maior. Tem uma outra frase engraçada que as pessoas dizem que ‘as pessoas amam odiar o Galvão’ (risos). Faz parte. Tudo tem bônus e tem ônus.”

Haters?

OFuxico: E os haters existem? Consegue ignorá-los?
Galvão Bueno:
“Desde que as redes sociais começaram a crescer os haters surgiram e só têm aumentado. É lamentável. Tem muita gente que não tem respeito, que vive de ofender, de ameaçar. Eu já sofri mais com isso. Entretanto, confesso que os haters, mais diretamente ligados a mim, já me incomodaram mais, hoje nem tanto.”

Vacina

OFuxico: Com a curva ascendente da pandemia, medidas de isolamento ganharam maior rigidez.  O que você fez durante esse período?
Galvão Bueno:
“O distanciamento social é fundamental, por mais que uns negacionistas digam o contrário. Durante esse período, tentei me engajar em algumas campanhas que acreditei. Entretanto, não estou aqui para contar quanto fiz ou não de doações. Acredito que essas coisas a gente faz e não é necessário falar. Tentei trabalhar na medida do possível e sempre passando a mensagem em defesa da ciência.”

OFuxico: Qual a sensação de ter sido vacinado ?
Galvão Bueno:
“Agradeci ao Rio Grande Sul, ao Município de Candiota, onde tomei minhas vacinas, dentro do prazo específico, dentro da minha idade. Por lá, fiquei 60 dias para isso. Além disso, quando voltei, uma das minhas primeiras frases no retorno à televisão, na final da SuperCopa foi: ‘imensamente feliz e emocionado e aqui estou agradecendo a Deus e a ciência’”.