Beyoncé vira bilionária e redefine o jogo da indústria pop

Por - 04/01/2026 - 10:35

BeyoncéBeyoncé - Foto: Reprodução/ Instagram @beyoncé

Para muitos artistas, a Renaissance World Tour teria marcado o ponto mais alto de toda a trajetória profissional. No entanto, para Beyoncé, o sucesso estrondoso de 2023 funcionou apenas como ponto de partida. A turnê, que percorreu praticamente toda a discografia da cantora em apresentações de quase três horas, se consolidou como um dos maiores fenômenos musicais da década, com arrecadação próxima de US$ 600 milhões e impacto cultural global.

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Enquanto o mercado ainda digeria esses números, a artista surpreendeu mais uma vez. Em 2024, Beyoncé lançou “Cowboy Carter”, um álbum que dialogou com o country, expandiu seu alcance comercial e reposicionou sua imagem artística.

O projeto abriu novas frentes, rendeu uma apresentação especial no intervalo de um jogo da NFL e pavimentou o caminho para a turnê mais lucrativa do mundo em 2025. O resultado final não deixou margem para dúvidas: Beyoncé entrou oficialmente para o seleto grupo de celebridades bilionárias.

Império próprio e controle absoluto

Esse marco financeiro não surgiu por acaso. Desde 2010, quando fundou a Parkwood Entertainment, Beyoncé passou a centralizar decisões estratégicas e criativas dentro da própria estrutura. A empresa logo assumiu o gerenciamento da carreira, a produção musical, os documentários e as turnês, além de bancar grande parte dos custos. Com isso, a artista ampliou significativamente sua margem de lucro.

Beyoncé relembra ‘transformação emocional’

Em entrevista concedida em 2013, durante o lançamento do álbum “Beyoncé”, a cantora antes demais nada resumiu essa escolha: “Quando decidi me autogerenciar, era importante não recorrer a uma grande empresa de gestão”.

Senti que queria seguir os passos da Madonna, ser uma potência, ter meu próprio império e mostrar a outras mulheres que, quando você chega a esse ponto da carreira, não precisa assinar com outra pessoa e dividir seu dinheiro e seu sucesso — você faz isso sozinha”.

Embora tenha investido em segmentos comuns entre celebridades, como a marca de cuidados capilares Cécred, o uísque SirDavis e a linha Ivy Park, encerrada em 2024, a maior parte de sua fortuna segue ancorada na música. O controle total sobre um catálogo valioso e a força das turnês globais continuam no centro da equação.

Turnês gigantes e novo modelo de negócio

No entretenimento, aliás, poucos negócios se mostram tão lucrativos quanto artistas capazes de lotar estádios. No cenário pós-pandemia, esse modelo se intensificou.

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Shows maiores, experiências imersivas e produções cinematográficas passaram a integrar o pacote. Na “Cowboy Carter Tour”, o público encontrou quase três horas de espetáculo, carro voador, braços robóticos servindo bebidas, um touro mecânico dourado e participações especiais da família e de ex-integrantes do Destiny’s Child.

A operação envolveu mais de 350 profissionais, cerca de 100 carretas e oito aviões cargueiros Boeing 747. Ainda assim, Beyoncé adotou um formato estratégico de mini-residências, concentrando apresentações em nove estádios nos Estados Unidos e na Europa, ao longo de 32 shows. Os fãs, por sua vez, aceitaram viajar longas distâncias e pagar valores elevados.

Segundo estimativas, a turnê arrecadou mais de US$ 400 milhões em ingressos e outros US$ 50 milhões em merchandising. Somados aos ganhos com catálogo e patrocínios, Beyoncé faturou cerca de US$ 148 milhões em 2025, antes de impostos, consolidando sua posição como uma das artistas mais poderosas e influentes do planeta.

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É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino