Isabelle Nogueira amplia o Festival da Cunhã e faz de Manaus a vitrine da Amazônia
Por Flavia Cirino - 01/03/2026 - 20:05
Isabelle Nogueira idealizou o Festival da Cunhã - Foto: DivulgaçãoUma celebração que nasceu como aquecimento para o tradicional Festival de Parintins ganhou vida própria e agora consolida espaço no calendário cultural do país. Idealizado por Isabelle Nogueira, o Festival da Cunhã chega à segunda edição com a promessa de ampliar o que já surpreendeu em 2025. O encontro acontecerá no próximo dia 23 de maio, na Arena da Amazônia, em Manaus, e reforça a proposta de mergulho na cultura e na natureza da região amazônica.
Famosos se encantaram com experiência imersiva do Festival da Cunhã
A iniciativa nasceu da parceria entre Isabelle e a Mynd, agência que atua no mercado de entretenimento e marketing de influência. No entanto, o projeto ultrapassou expectativas já na estreia. Agora, além de repetir a experiência, o evento amplia o alcance e fortalece a presença da cultura nortista no cenário nacional.
“A primeira edição do Festival da Cunhã foi uma imersão inesquecível. E em 2026 a gente volta com ainda mais música, mais encontros, mais emoções. Vai ter cultura, vai ter Brasil, vai ter mistura, porque o Festival da Cunhã é isso, é um espaço onde todo mundo se reconhece”, celebra Isabelle.
Cultura amazônica no centro do palco
Desde o início, o festival assumiu a missão de exaltar raízes indígenas e tradições do Norte. Por isso, a programação reúne artistas regionais, ritmos típicos do Amazonas, culinária tradicional e manifestações populares que dialogam com a identidade local. Ao mesmo tempo, o público encontra uma experiência que vai além do entretenimento.
Festival da Cunhã foi um marco em 2025
Em 2025, mais de 30 mil pessoas ocuparam a Arena da Amazônia para acompanhar as atrações. Entre os destaques, a dupla Maiara & Maraísa levou o público ao delírio, enquanto artistas locais garantiram protagonismo ao som da região.
Além dos shows, o projeto convidou 100 influenciadores e artistas de diferentes estados para vivenciar a floresta e promover as riquezas culturais do Norte. Dessa forma, o festival ampliou a visibilidade da Amazônia nas redes sociais e na mídia nacional. A proposta não se limitou ao palco. Pelo contrário, apostou na experiência como ferramenta de conexão.
Impacto social e compromisso ambiental
O festival também construiu um legado que ultrapassa a música. Em parceria com a Tree Earth e comunidades ribeirinhas, a organização compensou as emissões de carbono por meio do plantio de 758 árvores nativas em áreas degradadas. Assim, o evento incorporou responsabilidade ambiental de forma prática.
Ao mesmo tempo, o acesso do público ocorreu mediante doação de alimentos. Como resultado, quase 30 toneladas chegaram a comunidades em situação de vulnerabilidade. Portanto, o impacto social acompanhou o sucesso artístico.
“Chegar à segunda edição do Festival da Cunhã é a confirmação de que estamos construindo algo que vai além do palco. O projeto nasce do orgulho pela cultura amazônica, pela potência criativa da região Norte e pelo desejo de gerar impacto real. Seguiremos investindo em ações sociais e fortalecendo nossa responsabilidade com o território que nos acolhe. Queremos que o festival ecoe na música, na arte e, principalmente, no legado que deixamos para as próximas gerações”, afirma Fátima Pissarra, CEO da Mynd.
Economia local ganha fôlego
Além do alcance cultural e social, o festival movimentou a economia de Manaus. A praça de alimentação destacou pratos típicos, enquanto a feira de artesanato abriu espaço para produtores locais. Desde vendedores ambulantes até empresários consolidados participaram da movimentação e registraram aumento nas vendas.
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Esse efeito imediato fortaleceu a cadeia produtiva da região. Ao mesmo tempo, consolidou o Festival da Cunhã como vitrine da Amazônia para o Brasil. Agora, com nova edição confirmada, o evento amplia expectativas e reafirma o protagonismo cultural do Norte em escala nacional.
É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino




















