Juíza mantém prisão de Oruam e aponta 5 motivos. Saiba!
Por Flavia Cirino - 26/06/2026 - 11:01
Oruam - Foto: Divulgação A juíza Tula Correa de Mello negou, em decisão de três páginas, o pedido de revogação de prisão de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o rapper Oruam, feito pela defesa. O despacho reforça a manutenção da prisão preventiva e apresenta cinco fundamentos centrais para sustentar a decisão.
De acordo com a magistrada, a prisão segue necessária por “garantia da ordem pública”. A decisão também destaca que, até o momento, “autoria e materialidade” do crime de tentativa de homicídio atribuído ao cantor, ocorrido em 21 de julho de 2025, “permanecem hígidas”.
Audiência aconetce sem a presença de Oruam
A juíza ainda ressalta o histórico de descumprimento de medidas cautelares. Conforme o documento, o réu teria burlado 66 vezes as regras de monitoramento da tornozeleira eletrônica, o que pesou diretamente na decretação da prisão preventiva.
“Conforme já fundamentado em decisão anterior que indeferiu pedido de liberdade, e bem pontuado pelo Ministério Público, a prisão preventiva do acusado foi decretada em razão do descumprimento sistemático das medidas cautelares diversas da prisão”, escreveu a magistrada.
Outro ponto central da decisão envolve a condição de foragido. A juíza afirma que a “evasão do distrito da culpa” justifica a manutenção da prisão preventiva, com objetivo de assegurar a aplicação da lei penal e a instrução do processo. O rapper está foragido há 144 dias.
Na análise mais recente da defesa, o processo também trouxe laudos médicos que apontam tuberculose no cantor. No entanto, a magistrada rejeitou o material, ao entender que os documentos não possuem validade por falta de emissão por instituição oficial.
“A gravidade do quadro clínico alegado (tuberculose pulmonar) demanda avaliação por junta médica oficial ou estabelecimento prisional adequado, não sendo o simples aporte de laudos particulares suficiente para afastar a necessidade da custódia cautelar, especialmente diante do status de foragido do réu”, registrou.
Entenda o caso
O caso tem origem em uma ação policial da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), no dia 21 de julho de 2025, no Joá, Zona Sudoeste do Rio. Segundo o inquérito, agentes cumpriram mandado contra um adolescente ligado à chamada “Equipe do Ódio”, associada ao Comando Vermelho.
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Conforme o registro da ocorrência, o adolescente fugiu após entrar na viatura. Em seguida, Mauro e outros jovens teriam atirado pedras contra o veículo descaracterizado. Vídeos feitos pelos próprios envolvidos acabaram usados na investigação.
Três dias depois, o rapper se apresentou à polícia e ficou 50 dias preso em Bangu. Posteriormente, a Justiça converteu a prisão em medidas cautelares, incluindo tornozeleira eletrônica. No início deste ano, porém, o equipamento acabou violado, o que levou à nova ordem de prisão. Desde 3 de fevereiro, ele não foi localizado.
É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino



















