Juliette lança ação nacional poderosa contra a violência

Por - 23/11/2025 - 16:08

JulietteJuliette - Foto: Reprodução/ Instagram @juliette

No Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, em 24 de novembro, Juliette inicia uma mobilização nacional que une impacto social e informação direta. A cantora e ex-BBB une forças com o Banco Vermelho, organização sem fins lucrativos que nasceu em 2023 e que logo virou símbolo na luta contra a violência que atinge brasileiras em todas as regiões.

Relembre famosas que foram vítimas de violência doméstica

A iniciativa chega a Recife, Campina Grande, Cuiabá, São Paulo e Salvador. Assim, cada cidade recebe bancos vermelhos instalados em pontos de grande circulação. Desse modo, a ação pretende alcançar mulheres, gerar diálogo e incentivar denúncias.

Os bancos funcionam como pontos de informação. Cada peça exibe um QR code que leva para um vídeo em que Juliette explica os caminhos para buscar ajuda. Ela então orienta sobre denúncia segura e reforça o acolhimento.

“Esse movimento nasceu da dor e da união de quatro mulheres (eu, Andrea Rodrigues, Paula Limongi e Monaliza Novaes), que perderam amigas para a violência. Os índices de feminicídio não param de crescer e não podemos normalizar. Precisamos falar, acolher, proteger… Lembrar que nossas vidas valem muito. Cada banco será um lugar para sentar, refletir e agir — uma forma de reafirmar para todas as mulheres que elas não estão sozinhas”, afirma Juliette.

Banco Vermelho e sua força de mobilização

O Banco Vermelho surgiu do luto de quatro mulheres nordestinas que perderam amigas para o feminicídio. Elas canalizaram a dor e criaram uma instituição que age com campanhas, intervenções urbanas e projetos educativos. A proposta alcança escolas, espaços públicos e redes sociais, e cada ação reforça orientação e proteção para quem vive risco real.

A campanha ganha ainda mais significado por causa da tragédia pessoal de Juliette. Em julho de 2025, ela perdeu a amiga Clarissa Costa Gomes, enfermeira de 31 anos, assassinada a facadas pelo ex-namorado em Fortaleza. A artista lamentou publicamente e pediu Justiça. Ela destacou que Clarissa era “estudiosa, educada, doce” e lembrou que nada indicava perigo antes do crime. O acusado, Matheus Anthony Lima Martins Queiroz, de 26 anos, foi preso, o que reforçou a urgência de ações que atinjam mulheres antes do ponto sem volta.

Ação emociona e cria movimento contínuo

A campanha propõe sentar, refletir, levantar e agir. Assim, Juliette transforma dor pessoal em movimento coletivo e amplia a rede de proteção. A artista fortalece uma conversa essencial e empurra o debate para o espaço público, onde vidas podem mudar e onde mais mulheres encontram apoio.

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É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino