Justiça condena Wilma Petrillo, viúva de Gal Costa. Saiba o motivo!

Por - 04/07/2025 - 11:08

Wilma PetrilloWilma Petrillo

A 33ª Vara Cível de São Paulo responsabilizou Wilma Petrillo por prejuízos causados à artista plástica e empresária Daniela Cutait. A celeuma envolve a venda de um imóvel anteriormente pertencente à cantora.

A Justiça reconheceu que Wilma permaneceu no local mesmo após a venda. Isso comprometeu o pleno usufruto da propriedade pela nova dona e atrasou a regularização das contas básicas.

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Conforme os autos, Wilma não realizou a transferência da titularidade das contas de energia elétrica e gás. A omissão obrigou Daniela a arcar com despesas que não lhe competiam e enfrentou burocracias que dificultaram o uso adequado do bem.

O juízo determinou que a viúva indenize a compradora em R$ 2.543,76, valor correspondente às contas quitadas de forma indevida. Além disso, foi estabelecida compensação por danos morais no montante de R$ 10 mil.

A juíza determinou também que Wilma transfira a titularidade da conta de gás em até 10 dias, sob pena de multa diária de R$ 300, podendo alcançar R$ 6 mil.

Viúva segue envolvida em disputas pelo espólio de Gal Costa

Wilma Petrillo, que conviveu por mais de 20 anos com Gal Costa, passou a administrar os bens da cantora após seu falecimento em novembro de 2022. Desde então, tornou-se figura central em disputas relacionadas ao espólio da artista.

Um dos principais embates envolve Gabriel Costa Penna Burgos, filho adotivo de Gal, que contesta a conduta de Wilma nos últimos anos de vida da mãe.

De acordo com Gabriel, Wilma isolou Gal e exerceu influência excessiva sobre suas decisões pessoais e profissionais. O caso envolvendo o imóvel vendido a Daniela Cutait soma-se a uma série de episódios que colocam a viúva sob investigação judicial quanto à administração do patrimônio deixado por uma das mais renomadas intérpretes da música brasileira.

Conflito mostra responsabilidade após transferência de bens

A decisão judicial gerou repercussão imediata por envolver a figura da viúva de uma cantora consagrada. Daniela Cutait classificou a sentença como uma reparação justa. De acordo com a Justiça, a simples venda de um imóvel não exime o antigo proprietário de obrigações como a desocupação imediata e a regularização de contas em nome do comprador.

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O entendimento reforça que a transição de posse deve ser acompanhada da entrega plena do imóvel, incluindo sua situação documental e financeira.

A defesa de Wilma Petrillo ainda pode recorrer, mas a condenação reforça o princípio de que a negligência em transações imobiliárias acarreta consequências legais concretas.

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É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino