Justiça torna Rayane Figliuzzi ré em caso de clínica interditada

Por - 30/01/2026 - 12:45

RayaneRayane - Foto: Divulgação

A Justiça do Rio de Janeiro tornou Rayane Figliuzzi ré por prática de crimes contra as relações de consumo. Ex-participante de “A Fazenda” e atual namorada de Belo, ela agora responde formalmente ao processo relacionado à clínica de estética e bronzeamento interditada durante uma operação no estado, realizada em dezembro do ano passado.

A decisão amplia a repercussão do caso e coloca o nome da influenciadora no centro de uma disputa judicial que envolve denúncias de irregularidades no atendimento ao público.

Como está o namoro de Rayane e Belo?

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmou que Rayane passou à condição de ré em 8 de janeiro deste ano. A informação veio após a 2ª Vara de Jacarepaguá aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público. Dessa forma, o processo avança para a fase de instrução, quando as partes poderão apresentar provas e depoimentos. Além dela, uma funcionária presa durante a operação conjunta da Polícia Civil com a Vigilância Sanitária também responde à Justiça.

Na decisão, o juiz Flávio Silveira Quaresma destacou que não encontrou impedimentos legais para rejeitar a denúncia do MP. Assim, o magistrado determinou o prosseguimento da ação penal. O caso envolve supostas práticas irregulares no funcionamento da clínica, localizada na Taquara, Zona Sudoeste do Rio, que já havia sido alvo de outras denúncias.

Defesa aponta clínica fechada e nega gestão

A defesa de Rayane Figliuzzi sustenta que o estabelecimento citado na denúncia não funcionava havia meses na época da operação. Segundo os advogados, as atividades da clínica foram encerradas no mesmo período em que Rayane participava de um reality show, o que afastaria qualquer atuação direta ou gestão sobre o espaço naquele momento.

Ainda conforme a equipe jurídica, Rayane afirma desconhecer a origem dos produtos mencionados pelo Ministério Público. Ela também nega envolvimento com a venda ou autorização de comercialização de serviços ou materiais considerados inadequados ao consumo público. A estratégia da defesa se concentra em demonstrar a ausência de vínculo operacional com a clínica durante o período investigado.

Enquanto isso, o processo segue em tramitação e deve ouvir testemunhas, além de analisar documentos reunidos pela acusação e pela defesa. O caso chama atenção não apenas pelo envolvimento de uma figura pública, mas também pela natureza das denúncias, que envolvem riscos à saúde do consumidor.

Denúncias de clientes motivaram operação

A investigação teve início após uma cliente relatar queimaduras sofridas durante um procedimento no local. A denúncia levou à operação da Polícia Civil em parceria com a Vigilância Sanitária, que resultou na interdição da clínica. Durante a fiscalização, os agentes encontraram produtos armazenados de forma irregular, o que reforçou as suspeitas levantadas pelo Ministério Público.

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Além disso, o histórico do estabelecimento já contava com outras reclamações. Em agosto de 2025, uma mulher que realizou bronzeamento artificial no local relatou problemas após o atendimento.

“A máquina estava aparentemente sem manutenção, não quis terminar o procedimento. Saí antes, deu irritação na pele, minha pressão baixou, tiveram que me dar sal”, disse para a colunista Fábia Oliveira. O depoimento ganhou repercussão e passou a integrar o contexto das investigações.

Com a aceitação da denúncia, a Justiça agora avalia responsabilidades individuais e possíveis infrações à legislação de defesa do consumidor. O desdobramento do processo deve seguir sob atenção pública, sobretudo pela visibilidade do nome envolvido e pelo impacto das acusações.

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É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino