Lembra dela? Giovanna Gold, de ‘Pantanal’, abre 2026 no mar
Por Flavia Cirino - 01/01/2026 - 12:43

No primeiro dia de 2026, Giovanna Gold escolheu o mar de Ipanema para marcar o início de um novo ciclo. A atriz apareceu na praia da Zona Sul do Rio de Janeiro, tomou banho de mar, agradeceu, levou um caldo e seguiu curtindo a manhã ensolarada, em clima leve e espontâneo. Aos 61 anos, ela mostrou disposição, bom humor e conexão com a própria história, longe de qualquer roteiro ensaiado.
Nascida em Salvador, na Bahia, com o nome Giovanna Goldfarb Padilha Sodré, a atriz construiu uma carreira marcada por personagens populares da televisão brasileira. Antes da atuação, iniciou a vida profissional como modelo. Entretanto, em 1982, deu os primeiros passos como atriz ao participar da minissérie “Quem Ama Não Mata”, da TV Globo. A experiência abriu caminho para trabalhos mais consistentes nos anos seguintes.

Carreira marcada por personagens icônicos
Embora tenha acumulado diferentes papéis, foi em 1990 que Giovanna Gold alcançou projeção nacional. Na época, interpretou Zefa na primeira versão de “Pantanal”, exibida pela extinta TV Manchete. A novela se tornou um fenômeno e transformou o elenco em referência para toda uma geração. Além disso, a atriz conquistou destaque ao viver Alzira na versão de 1993 de “Mulheres de Areia”, na Globo, e Carmen em “Chiquititas”, exibida entre 2013 e 2015 pelo SBT.
Apesar do reconhecimento, Giovanna sempre reforçou que seu foco esteve no trabalho. A atriz costuma lembrar o empenho dedicado a cada personagem, desde o estudo do texto até a construção de gestos, respiração e emoção em cena. Para ela, a atuação sempre ocupou o centro da carreira, acima de rótulos ou narrativas paralelas.

Desabafo sobre rótulos e bastidores
Em julho de 2022, Giovanna fez um desabafo sobre o incômodo de ter sua trajetória frequentemente associada a histórias pessoais. O episódio ganhou força principalmente após a repercussão de um antigo “crush” em Marcos Palmeira, colega de elenco em “Pantanal”. Em vídeo, a atriz demonstrou acima de tudo emoção ao abordar o tema.
“Tive outros pares românticos. Um me meteu o linguão na boca. O outro me assediou”, disse, aos prantos.
Ela também relatou uma situação desconfortável vivida fora do set, ao aceitar carona de um colega de trabalho. “Pra quê? Para eu ficar lá, patética, ouvindo mimimi. Eu quis fazer a simpática, porque eu não sou a falsa fofa, a velha babona. Não tenho habilidades sociais para isso, eu sou sincera, sensível. É chato, sabe? Meu mérito em 1990 foi da minha atuação. Eu só queria estar trabalhando, ter um personagem para dar uma vida incrível”, afirmou.
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Apesar de ter falado abertamente sobre o assunto, Giovanna reforçou o desejo de que o foco recaísse sobre o trabalho artístico. “Como vocês acham que eu me sinto? Eu sou atriz, eu sou boa atriz, porque eu sou dedicada. Eu estudo o meu texto, gasto meu tempo, estudo o gesto, a respiração… Para emocionar. Se eu tive um momento romântico em 1990 com um par romântico, passou”, completou.
É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino

























