Orelha: Protestos por morte do cachorro mobilizam capitais

Por - 31/01/2026 - 11:25

Cachorro OrelhaOrelha - Foto: Reprodução/ Xis

Manifestações em memória do cão Orelha devem mobilizar quase todas as capitais do país neste fim de semana. Os atos têm como foco cobrar justiça e pressionar autoridades pela responsabilização dos envolvidos na morte do animal, caso que gerou comoção nacional e ampliou o debate sobre violência contra animais.

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Em São Paulo, a concentração acontece a partir das 10h deste domingo, 1º de fevereiro, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), na Bela Vista. Ainda no estado, Sorocaba também terá protesto, marcado para as 9h, no Pet Place do Parque Campolim. Organizadores esperam reunir tutores, ativistas e apoiadores da causa animal.

No Rio de Janeiro, duas caminhadas estão previstas para o mesmo dia. A primeira começa às 10h, no Aterro do Flamengo, em frente ao Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, na Glória, com trajeto até o Copacabana Palace. Mais tarde, às 16h, outro grupo se reúne no Posto 2 de Copacabana e segue até o final da Praia do Leme.

Atos pelo país e mobilização simbólica

Em Brasília, o protesto ocorre no sábado, 31, a partir das 16h, no Parque Dog, no Setor Sudoeste. A Associação Apdog, responsável pela organização, orientou os participantes a vestirem roupas pretas, como forma de luto e protesto.

Já em Florianópolis, cidade onde o crime ocorreu, a manifestação está marcada para as 10h de domingo, no trapiche da Avenida Beira-Mar Norte, no centro.

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Além disso, Salvador também integra o calendário de atos. Na capital baiana, a mobilização começa às 10h de domingo, no Farol da Barra. Em todas as cidades, os organizadores defendem manifestações pacíficas, com foco na conscientização e no pedido de respostas concretas das autoridades.

Investigação, eutanásia e apuração policial

Orelha morreu no início do mês após sofrer agressões violentas, principalmente na região da cabeça. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, as lesões apresentavam gravidade extrema, o que levou a equipe veterinária a optar pela eutanásia durante o atendimento, diante da impossibilidade de reversão do quadro clínico.

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A Polícia Civil tomou conhecimento do caso em 16 de janeiro e passou a investigar quatro adolescentes, suspeitos de agredir o animal com a intenção de provocar sua morte. Parte das agressões, de acordo com a apuração, se concentrou na cabeça do cão.

Na segunda-feira, 26, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados. Apesar da ação, não houve prisão. Dois dos adolescentes estavam nos Estados Unidos e logo retornaram ao Brasil. No último dia 29 de janeiro, ao desembarcarem no Aeroporto Internacional de Florianópolis, eles entregaram celulares e roupas, que foram apreendidos pelas autoridades.

Primeiramente, a defesa informou que o retorno ao país ocorreu de forma articulada com a Polícia Civil e confirmou que os jovens prestaram colaboração inicial, com a entrega voluntária dos pertences em uma sala restrita do aeroporto. Todos foram intimados a prestar depoimento, enquanto a investigação segue em andamento.

Com atos espalhados pelo país, o caso Orelha ultrapassa fronteiras regionais e se consolida como símbolo de cobrança por punições mais rigorosas e respostas efetivas diante de crimes contra animais.

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É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino