Por que Li Martins não está no documentário do Rouge?

Por - 27/01/2026 - 12:20

Rouge sem Li MartinsDoc não terá Li Martins - Foto: Divulgação

Conforme OFuxico destacou, a HBO confirmou, na segunda-feira, 26 de janeiro, a produção de uma série documental que revisita a trajetória do Rouge, grupo que marcou os anos 2000 e se tornou um dos maiores fenômenos da música pop brasileira.

O projeto reúne depoimentos das ex-integrantes sobre o surgimento da girlband, os conflitos internos, os hiatos e os caminhos individuais após o auge. No entanto, apesar do anúncio empolgar fãs, um detalhe ganhou destaque: a ausência de Li Martins, que ficou viúva recentemente.

Saiba mais sobre a série documental do Rouge

Embora todas as integrantes tenham sido convidadas formalmente, Li optou por não participar das gravações. A decisão ocorreu após a morte de seu marido, JP Mantovani, em setembro de 2025, vítima de um acidente de moto. Assim, mesmo com documentos assinados anteriormente, a cantora decidiu se afastar do projeto, que começou a ser gravado ainda em 2025 e agora entra na reta final de produção.

Ausência de Li Martins marca o projeto

A escolha de Li Martins não causou surpresa entre pessoas próximas. Em outras ocasiões, a artista já havia manifestado desconforto com a ideia de um documentário conduzido por terceiros. De acordo com o Popline, para ela, a história do Rouge deveria ser contada exclusivamente pelas próprias integrantes, com total autonomia narrativa e controle criativo. Diante do momento pessoal delicado, a decisão ganhou ainda mais peso.

Por isso, a produção seguirá sem sua presença, embora a trajetória do grupo continue sendo revisitada pelas demais ex-integrantes. Nos bastidores, a ausência é tratada com respeito, principalmente pelo contexto recente de luto vivido por Li.

Bastidores, acordos e limites do documentário

Além da ausência de Li Martins, o documentário também chama atenção pelas exigências feitas pelas integrantes que aceitaram participar. Durante as negociações, Luciana Andrade foi a última a assinar contrato e apresentou condições específicas. Entre elas, a restrição a temas envolvendo brigas internas e críticas diretas à sua postura no grupo. Como resultado, ficou acordado que nenhuma integrante seria vilanizada ao longo da narrativa.

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Aline Wirley e Karin Hils foram as primeiras a aderir ao projeto. Já Fantine Thó demonstrou resistência inicial, pois acreditava que Luciana não faria parte da produção. Quando a assinatura ocorreu meses depois, o clima entre elas voltou a ficar sensível, mesmo com o acordo mantido.

Outro ponto definido envolve Elisabetta Zenatti, ex-empresária do Rouge. Ela não terá menção em nenhum momento da série. As integrantes acusam a executiva de impor jornadas exaustivas, pagamentos baixos e negligência com a saúde mental do grupo. Atualmente, Zenatti ocupa o cargo de vice-presidente de conteúdo da Netflix Brasil, fator que também pesou na decisão jurídica.

Assim, o documentário promete revelar bastidores importantes, ainda que sob limites claros, enquanto a ausência de Li Martins reforça o tom sensível e humano que cerca a história do Rouge.

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É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino