Rafa Brites reflete sobre abuso de poder e relembra situações da adolescência
Por Giovanna Prisco - 04/02/2026 - 18:53

Nesta quarta-feira, dia 4 de fevereiro, Rafa Brites compartilhou um vídeo em sua conta no Instagram e fez um desabafo sobre abuso de poder. A apresentadora, inclusive, relembrou algumas situações que enfrentou na juventude envolvendo homens ricos e poderosos.
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“Quando eu tinha 14 para 15 anos, eu estava no final de tarde na praia, dançando, era tipo uma festinha assim, estava com as minhas amigas, chegou um cara de uma família de Curitiba muito rica, bilionária, milionária, sei lá, e falou abre a boca e me colocou um êxtase dentro da boca e eu peguei, muito esperta que sou e sempre fui, orientada pelos meus pais, pelas minhas irmãs, a nunca aceitar nada, eu tirei da boca e joguei no chão. E ele fez um escândalo, falou sabe quanto custa isso, me chamou de vagabunda na época, e eu pisei e falei você devia ter vergonha de dar isso, dar droga para uma menina da minha idade, e eu falei se você quiser lambe do chão”, contou.
Em seguida, Rafa relatou uma outra situação. “Anos depois, só falando algumas passagens, eu estava em um jantar com meu ex, tinha uns 21, 22 anos, e senta um outro cara de uma família de São Paulo, bilionária, e começou a me chamar para ir para a praia, ‘vamos para a praia, não sei o que, no meu avião e tal’. Eu achei que era junto com meu ex, afinal de contas eram amigos. ‘Não, não é ele, é só você, não precisa falar e você vem com a gente’. Que? ‘Não, porque vai um monte de mulher no avião’. Eu falei que loucura, que gente está muito louco de propor uma coisa dessa, que horror. Falei para o meu ex, que nunca mais falou com o cara, ainda bem. A gente nunca mais viu, nunca mais falou”.
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Na legenda da publicação, a famosa seguiu o seu desabafo.
“Hoje lembrei dessas situações e mais muitas outras: Como o dia que um playboy desses queria que eu bebesse as bebidas do camarote dele (coisa que eu nunca fiz porque minha mãe me orientava para pegar minha comanda e ia no bar pagar a minha bebida), na hora de sair descobri que ele era sócio dessa boate e bloqueou minha comanda, foi lá no caixa e disse que não deixaria eu sair se eu fosse embora com ele… Eu peguei meu celular e disquei 190 , ele achou que eu estava blefando até ouvir o policial no outro lado da linha. Tenho muitas histórias assim com finais descendentes, mas poderiam ser muito diferentes e traumatizantes como infelizmente milhões de situações são, e assim os crimes acontecem, mas ficam impunes”.
“Não podemos ficar caladas, não podemos nos distrair. O poder financeiro não pode ser eternamente acima do bem e do mal. Inclusive na grande maioria dos casos que eu reagi, ao invés de vergonha ou arrependimento as respostas sempre foram sarcásticas: ‘Eu adoro mulher difícil. Ainda vou te domar, gaúcha brava’… e por aí vai”, concluiu.
















