Robinho fala sozinho no pátio de Tremembé e atrai curiosos na prisão
Por Flavia Cirino - 16/09/2025 - 11:55

Robinho segue cumprindo pena no presídio de Tremembé, interior de São Paulo, onde está desde março de 2024. O ex-jogador foi condenado na Itália a nove anos de prisão por estupro praticado em 2013, sentença homologada pela Justiça brasileira.
O caso ganhou novo fôlego após relatos do autor do livro “Tremembé: O presídio dos famosos”, que detalhou como tem sido o cotidiano do ex-atacante.
Justiça nega recurso para reduzir pena de Robinho
De acordo com o jornalista, Robinho não conseguiu se adaptar ao ambiente prisional. “Eu diria que ele não está adaptado. Os últimos relatos que eu tive, é que ele está andando pelo pátio, falando sozinho”, disse em entrevista.
Apesar das dificuldades, ele encontrou espaço entre colegas de cela e carcereiros. Treina times formados dentro da penitenciária e ainda orienta detentos sobre questões jurídicas, desse modo indicando advogados particulares para aqueles que dependem da Defensoria Pública.
Em troca dessa ajuda, conforme relatos, Robinho não precisa desempenhar tarefas de limpeza. A presença dele, inclusive, também garante proteção entre os demais internos. “Ele divide cela com um preso. Ele é um ‘astro’. Qualquer preso que chegue com essa alcunha dele, ele já jogou na seleção… a própria comunidade vai cuidar dele”, destacou o autor.
Atração entre presos e visitas incomuns
O interesse pela figura do ex-jogador, aliás, vai além dos muros da penitenciária. Familiares de outros detentos passaram a procurá-lo durante dias de visita. “Um preso me disse que o filho não o visitava há um ano e veio para ver o Robinho”, contou Campbell.
Dentro do presídio, a movimentação também aumentou: diversos internos procuram o ex-atacante para conversar e até confidenciar problemas pessoais.
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A hierarquia descrita no livro mostra como a fama impacta a vida de detentos como Robinho. De acordo com o autor, presos com dinheiro ou reconhecimento público ocupam posições de destaque na cadeia e acabam sendo bajulados por quem está na base.
“O livro explica muito bem essa hierarquia. Os famosos têm a questão social. Os presos que têm muita grana como Robinho, acabam sendo protegidos e bajulados por quem tá na base da pirâmide. A maior parte da comunidade carcerária é gente pobre”, destacou.
Apesar de manter a rotina de treinos e conversas, Robinho continua negando o crime e insiste que sua condenação foi injusta. Para o jornalista, esse é um dos fatores que impedem sua adaptação: “Ele não internalizou que cometeu crime. Ele se diz inocente até agora. Ele acha que é uma condenação injusta”.
O ex-atacante teve recentemente mais um pedido de liberdade negado pelo STF. O julgamento terminou em 10 votos a 1, com apenas Gilmar Mendes divergindo do relator Luiz Fux.
É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino

























