Susana Werner expõe uso de substância emagrecedora proibida e acende alerta
Por Flavia Cirino - 19/06/2026 - 11:54
Susana Werner exibe uso de caneta emagrecedora - Foto: Reprodução/ Instagram Susana Werner voltou a chamar atenção nas redes sociais ao revelar que iniciou um tratamento com retatrutida, substância que ainda não recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, portanto, não pode ser comercializada legalmente no Brasil.
A declaração reacendeu o debate sobre o uso de medicamentos experimentais voltados ao emagrecimento, especialmente aqueles que circulam de forma irregular antes da conclusão dos estudos clínicos exigidos pelos órgãos reguladores.
Lexa sofreu com efeito colateral de canetas emagrecedoras
Desenvolvida pela farmacêutica americana Eli Lilly, a retatrutida pertence à mesma classe de medicamentos da semaglutida, presente em remédios como Ozempic e Wegovy, e da tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro.
Essas substâncias atuam em mecanismos relacionados ao controle da glicemia e do apetite, razão pela qual ganharam espaço no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade.
Entretanto, existe uma diferença importante. Enquanto Ozempic, Wegovy e Mounjaro concluíram todas as fases de testes clínicos e passaram pela avaliação das agências reguladoras antes da liberação comercial, a retatrutida continua em fase de pesquisa.
Por esse motivo, especialistas ressaltam que ainda não há comprovação definitiva sobre sua segurança e eficácia para uso amplo na população.
Anvisa proíbe venda e importação
Diante do aumento da circulação do produto, a Anvisa publicou resoluções proibindo todas as versões de retatrutida no território nacional.
Além disso, a agência suspendeu a possibilidade de importação excepcional para uso pessoal, medida normalmente permitida para determinados medicamentos sem registro. No caso da retatrutida, a proibição impede qualquer comercialização ou entrada regular do produto no país.
Gracyanne Barbosa já fez uso de caneta emagrecedora
As autoridades identificaram ainda a entrada de substâncias comercializadas principalmente a partir do Paraguai, onde as regras para fabricação e comercialização de medicamentos experimentais são mais flexíveis.
A Anvisa também determinou a proibição de diversas marcas estrangeiras que alegam conter semaglutida ou tirzepatida, mas que não possuem autorização para venda no Brasil.
Quais medicamentos são aprovados no Brasil?
Atualmente, apenas algumas formulações receberam autorização oficial para comercialização. No caso da semaglutida, a Anvisa liberou medicamentos como Ozempic, Wegovy, Poviztra, Extensior e Ozivy. Já entre os produtos à base de tirzepatida, somente o Mounjaro possui registro regular.
Juju Salimeni também recorre às canetas
Apesar disso, o mercado paralelo continua crescendo, especialmente por meio de farmácias de manipulação e vendas online que oferecem versões mais baratas dos medicamentos.
Especialistas alertam que esses produtos não passam pela mesma fiscalização aplicada aos medicamentos registrados. Consequentemente, não existe garantia sobre a composição, a concentração dos ingredientes ou as condições de fabricação.
Autoridades alertam para riscos à saúde
Nos últimos meses, diferentes órgãos reguladores emitiram alertas sobre os perigos relacionados ao uso de versões não autorizadas da retatrutida.
Nesta semana, a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, classificou a utilização de produtos não aprovados como uma prática de risco, justamente porque eles não passam pelas avaliações de segurança, qualidade e eficácia exigidas para comercialização.
Cláudia Raia assume uso de canetas emagrecedoras
Anteriormente, o governo do Canadá também divulgou um comunicado semelhante. Segundo as autoridades canadenses, medicamentos sem autorização podem provocar alterações hormonais, descontrole da glicose, problemas hepáticos e renais, formação de coágulos, mudanças de humor e até favorecer o desenvolvimento de tumores.
Além disso, especialistas alertam para outros riscos importantes, incluindo infecções, reações alérgicas severas, contaminação por bactérias e fungos, presença de metais pesados, partículas estranhas e até ingredientes não declarados nos rótulos.
Operações combatem comércio irregular
No Brasil, a preocupação com a circulação dessas substâncias levou a Anvisa e a Polícia Federal a lançarem a Operação Heavy Pen, em abril deste ano.
A ação mobilizou equipes em diversos estados com o objetivo de combater a produção clandestina, a falsificação e a distribuição ilegal de canetas emagrecedoras, incluindo produtos anunciados como retatrutida.
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Investigações semelhantes também ocorreram em outros países. No Reino Unido, por exemplo, autoridades desmontaram uma estrutura clandestina que produzia medicamentos para emagrecimento sem autorização, apreendendo milhares de canetas prontas para distribuição.
Na ocasião, Andy Morling, chefe da Unidade de Fiscalização Criminal da agência reguladora britânica, fez um alerta sobre os riscos dessas compras.
“As pessoas devem ser extremamente cautelosas ao comprar medicamentos online. Medicamentos prescritos só devem ser obtidos em uma farmácia registrada, mediante receita emitida por um profissional de saúde. Tomar medicamentos prescritos obtidos de qualquer outra forma representa riscos sérios à saúde, não há garantias sobre o que eles contêm, e alguns podem até estar contaminados com substâncias tóxicas”, afirmou.
É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino

















