Tati Quebra Barraco acusa DJs de lucrarem com suas músicas

Por - 16/03/2026 - 07:36

Tati Quebra BarracoTati Quebra Barraco - Foto: Reprodução/ Instagram

A cantora Tati Quebra Barraco voltou ao centro de uma polêmica no universo do funk após publicar um vídeo nas redes sociais no qual denuncia disputas envolvendo direitos autorais de músicas que, segundo ela, escreveu. No desabafo, a artista afirma que não recebe valores referentes a algumas composições, embora DJs ligados às produções sigam lucrando com as canções.

Duas décadas de hits e muita história

A declaração rapidamente repercutiu entre fãs e no meio musical. Além disso, reacendeu um debate antigo dentro do funk carioca: o reconhecimento e a divisão de créditos entre artistas, produtores e compositores que participaram do surgimento de sucessos do gênero.

Logo no início do vídeo, Tati citou exemplos de músicas que, segundo ela, possuem sua autoria, mas ainda geram ganhos para outros profissionais.

“A música ‘Barraco 2’ é da minha autoria, sendo que eu não recebo até hoje. São dois DJs que recebem esse dinheiro. Um é o Dennis DJ. Beleza, já passou. Não recebo, vou correr atrás dos meus direitos. ‘Bota na boca, bota na cara’ também é de minha autoria. Hoje eu ganhei os créditos da música São Paulo (que The Weeknd e Anitta gravaram com trecho de Tati), que tem vários DJs envolvidos”, começou a cantora.

Cantora relata pressão e disputa antiga

Na sequência, Tati Quebra Barraco mencionou diretamente o nome do DJ Marlboro, um dos pioneiros do funk no Brasil. Segundo a artista, o conflito envolve também a edição de uma música antiga e uma disputa por reconhecimento de autoria.

Ao falar sobre o assunto, ela afirmou que enfrenta dificuldades há anos para ter seus direitos reconhecidos.

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“Eu venho sendo massacrada desde sempre, até porque eu era ingênua. (…) Fui notificada pelo DJ Marlboro, porque ele tinha editado a minha música há uns 5 anos, uma música que tem 22 anos. É massacre atrás de massacre. (…) É muita injutiça. Já estou sufocada. Não é de hoje que venho sendo apunhalada”, afirmou.

As declarações indicam que o conflito não começou agora. Pelo contrário, a cantora sugere que a disputa atravessa diferentes momentos da carreira e envolve negociações antigas sobre propriedade musical e créditos de composição.

Vídeo viral acendeu nova polêmica

O novo capítulo dessa história começou após a circulação de um vídeo nas redes sociais. Na gravação, uma pessoa critica Tati e afirma que o sucesso de um álbum não ocorreu por causa dela. A cantora exibiu o conteúdo em seu perfil e decidiu responder publicamente às acusações.

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“Ela tá achando que o sucesso do álbum foi por causa dela, mas não. Foi por causa do Renato Bruno e do DJ Batata. O que falta na pessoa é humildade”, dizia a pessoa no vídeo exibido pela cantora.

A repercussão ampliou a discussão entre fãs e artistas do funk. Enquanto alguns defenderam Tati, outros relembraram o papel histórico de produtores e DJs na construção do gênero.

Impasse também envolve o hit Boladona’

Outro ponto levantado pela cantora envolve o uso comercial de um de seus maiores sucessos. Segundo Tati, a falta de autorização impede que ela utilize a música “Boladona” em campanhas publicitárias ou ações comerciais.

Esse detalhe, de acordo com a artista, causa prejuízos financeiros significativos.

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“Hoje não posso fazer publicidade porque não tem liberação do DJ Malboro. Vocês não tem noção de quanto eu perco de publicidade? É muita coisa. Por causa de quem? Porque a música não é autorizada. Sendo assim, a Tati não pode trabalhar. Só pode trabalhar se é autorizado. ‘Boladona’ é o carro-chefe da minha vida. Mas não é que me colocou no topo não, tá? Só consagrou minha carreira. É muito fácil você estar com pessoas que só querem sugar”, revelou.

Até o momento, as assessorias de DJ Marlboro e Dennis DJ não se manifestaram sobre as acusações. Entretanto, o debate reacende discussões antigas sobre autoria, créditos e remuneração no funk brasileiro, especialmente em relação às músicas que marcaram os primeiros anos de popularização do gênero.

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É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino