A Nobreza do Amor: Autores prometem ‘uma África jamais vista’

Por - 04/03/2026 - 12:00

Povo de Batanga em A Nobreza do AmorFoto: Globo/Estevam Avellar

A conexão Brasil-África nunca esteve tão forte na teledramaturgia brasileira: em “A Nobreza do Amor”, próxima novela das seis da Globo, que estreia no dia 16 de março. E isso foi resaltado com louvor em coletiva de imprensa da trama, na qual OFuxico esteve presente, principalmente pelos autores Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr. Aliás, eles fizeram questão de garantir que a hsitória conta com uma base forte na realidade.

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“É um universo fabular, temos elemento ficcionais, mas não é necessariamente fantasioso. São dois universos singulares que bebe muito da realide de pesquisas históricas”, disse Júlio. Duca compeltou: “Principlamente Batanga [reino fictício], fizemos pesquisas em culturas africanas e elementos de várias Áfricas. Tem uma linguagem fabular sim, ese universo te proporciona lançar a mão de varias referência da literatura e aqui tivemos coisas muito calcadas em uma pesquisa histórica”.

Elisio então relembrou: “A gente, fez um levantamento de figuras históricas, de princesas que existiram no continente africano, de reis, de vilões, de conflitos. A partir desse grande apanhado, a gente foi construindo uma história que não era a história de nenhuma delas, mas que trazia pedaços. Esses fatos aconteceram, então a gente tem inspiração para cada personagem criado e na história do Brasil também dos anos vinte a gente também fez um levantamento”.

Forte protagonismo negro em ‘A Nobreza do Amor’

Gustavo Fernandez, diretor artístico da obra, logo comentou: “É um folhetim bem tradicional que potencializa todos os elementos. Tem romance, intriga, humor, mas é uma novela que tem muita aventura. O tempo todo estamos tentando manter isso sempre pulsante”. Julio em seguida faou da representatividade de “A Nobreza do Amor”: “O protagonismo negro está na gênese da novela desse que a idealizamos”.

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“Queriamos contar a história de uma princesa negra. Essa preocupação vai so primeiro ao último capítulo, e esse propósito está desde a primeira semente da trama. […] O Brasil sempre viu a África por um olhar o primitivo e quisemos resgatar um lado nobre que não foi explorado por aqui”, garantiu. Duca apontou: “Estamos retratando uma África talvez nunca antes vista na dramaturgia brasileia. Uma áfrica rica, histórica, nobre. Essa é a África que queremos mostrar”.

A autora em seguida refletiu: “Essa é a novela mais difícil para mim em temros de escrita e estruturação. Ela tem toda uma trama na África que atarvessa a novela toda, e uma outra em Barro Preto, e as duas se conversam. É difícil costurar isso a novela toda. E esse é nosso prpósito. Temos conseguido. Estamos trabalhando bastante e estamos no propósito de se manter assim até o fim”.

África como personagem

Elisio seguiu: “Um dos grandes pontos dessa história é que a África não é um cenário, é um personagem. […] Temos dois universos de escrita bem distintos, o que dá um volume muito grande finalização de escrita, seja nas culturas dos povos africanos e também na literatura braileira. É protagonismo negro do início ao fim e sobre nobreza, nosso lugar de realeza nessa história”.

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Por fim, Duca resaltou como a obra fala da paz: “Em Batanga, as histórias caminham para a Justiça. Eu pessoalmente não acredito no confronto, acho que devemos andar de mãos dadas. A história começa com um confronto, são os batangues reavendo o território, mas parte para acordos de pacificação”.

Julio completou: “Muitas vezes, para buscar a Justiça, existem Confrontos. É um preço colocado na nossa vida cotidiana. Temos que gritar a injsutiça, se posionar. Então acredito que exista Confronto sim, mas visando um bem maior que é a Justiça”.

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Raphael Araujo Barboza é formado em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. OFuxico foi o primeiro lugar em que começou a trabalhar. Diariamente faz um pouco de tudo, mas tem como assuntos favoritos Super-Heróis e demais assuntos da Cultura Pop (séries, filmes, músicas) e tudo que envolva a Comunidade LGBTQIA+.