Barro Preto exibe pluralidade do Brasil em ‘A Nobreza do Amor’

Por - 05/03/2026 - 12:23

Niara (Erika Januza) em A Nobreza do AmorFoto: Globo/Estevam Avellar

“A Nobreza do Amor”, próxima novela das seis da Globo, estreia dia 16 de março. Protagonizada por uma princesa africana e um trabalhador nordestino, a obra é uma fábula afrobrasileira que se passa nos anos 1920, a conexão Brasil-África nunca esteve tão forte na teledramaturgia brasileira entre Batanga e Barro Preto. E isso foi pautado em coletiva de imprensa da trama, realizada nesta quinta-feira, 05 de março.

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Hilton Cobra, que vive Chinua, garantiu: “Essa novela vem coroar o que o movimento negro exigia há anos na televisão, que era mostrar a vida de gente brasileira. ‘A Nobreza do Amor’ representa toda uma ancestralidade que rege o povo africano. Pra nós, negros e não negros, participar de um projeto desse, é estar em um divisor de águas. Como é bonito participar de um projeto onde os 120 milhões de negros brasileiros poderem ver as nossas riquezas e ancestralidades”.

“Poderemos depois falar que ‘A Nobreza do Amor pode trazer no ontexto social e geopolítico que estamos vivendo no mundo. […] Não estamos aqui para refazer a roda, mas sim mostrar que cada povo tem sua roda agindo de um jeito. Queremos apenas trazer mais conheimentos de nós memos”, completou ele, em seguida. Erika compartilhou: “Olhando alguns figurinos e comparando com fantasias de Carnaval, via muitas inpirações ali. Temos muitas referências africanas que nem imaginamos”.

Barro Preto centro cultural

Ela então falou da personagem: “A Liara começa lutando ao lado do marido Cayman II para saLvar o reino dos conquistadores, e depois ela se torna a conselheira, que ouve e aconselha, tanto o marido quanto a filha, que é bem impulsiva. Ela de vez em quando fala algo que até eu queria ouvir. E para construí-la, tive um desfio de sair do meu imaginário de rainhas europeias, de buscar outras referências”.

‘A Nobreza do Amor’ promete vilões e anti-heróis complexos

“Rapidamente ela perde o marido, e em Barro Preto, não sabe como ela viver e se abrir a um novo amor”, revelou, se referindo a Ronildo personagem de Paulo Lessa. O ator, aliás, complementou: “É muito bom estar nesse projeto que representa tanto a gente, e isso ao lado de artistas que admiro tanto. E Barro Preto reserva muitas surpresas trazendo bom humor e assuntos sérios, e falando de amor que é muito importante também”.

“Estavamos falando da cosntrução desse novo imaginário além da nob´reza do povo preto, estamos falando de amor. Sabemos pouco desse romance do Ronido com Liara/Vera. Mas ele se apaixona por ela de cara pois vê um comportamento grandioso e diferente da maioria ali. Ele é o médico da cidade e está em contato com todos os persongens de Barro Preto”, falou em seguida.

“E ele me abriu um questionmento de ver esse cara médico, negro, em 1920. Hoje ainda vemos comeorações de negros entrando na faculdade de medicina, e quebramos mais esse imaginário. Apesar do bom humor de Barro Preto, vamos levantar discussões muito sérias como racismo, e vai levantar coisas para o público”, declarou Paulo, em síntese.

Outros imigrantes

Rayssa Bratilieri, que vive Salma, puxa o núcleo os libaneses na trama, e destaca a bondade da jovem: “É o projeto mais importante, elegante e necesário que já participei. A Salma é uma mneina de fé, ela é boa, os valores dela são bem alinhados. Ela é boa, amorosa, generosa e muito iscreta. Diferente da Isis [Elas por Elas] e da Soraia [Éramos Seis], ela tem uma bondade genuína dentro dela”.

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“Ela tem esse amor de infância no Tonho (Ronald Sotto), mas os pais libaneses querem que ela case com um rapaz da colônia libanesa. Aliás, ela é tão fiel aos amigos que, mesmo quando a Alika chega e vive um romance com Tonho, ela se sente tocada por ela mesmo tendo esse amor pelo rapaz. Eu acho muito bonito como a amizade importa para essas duas”, garantiu.

João Fernandes que faz o noivo citado de Salma avaliou: “Temos hsitórias sobRe casamentos arranjados, mas essa é diferente. Ele não vem para provar nada nem ‘ser o homem’. Quando els se encontram, ele tem preocupação com a Salma pelo bem-estar dela. Sinto que nós homens quando falamos de masculinidade, temos muitas barreiras a quebrar e se poscionar, temos que fazer difrente. E meu personagem é um bom exemplo, ele se preocupa o tempo todo”.

Conexão com a atualidade

“Quando ela questiona porque eles têm que casar, ele embarca na dela. Nós homens temos que ir contra a maré e meu papel tem muito disso”, disse. Já Kika Kalache relacionou a trama com evetos atuais: “Estou achando muito louco viver uma libanesa nesse momento que vivmeos agora. Meu avô era sirio-libânes, e eu não percebia quando criança o quanto ele era estrangeiro. Estou resgatando isso, vivo uma estrangeira numa cidade brasileira, assim como povo de Batanga não é dali”.

“A gente foge do Líbadno pra Barro Preto em busca de uma vida melhor, e mais uma vez na atualidade o povo sai de lá atrás de uma vida melhor. […] São tantas culturas, são 12 milhões de imigrantes árabes no Brasil, em nenhum lugar no mundo tem tantos represantantes libaness como aqui. Tá interessante e forte, ainda mais vivendo o que estamos no mundo. O bom é que temos momentos cômicos que mostra como esse povo também é leve apesar de tudo, e que bom que vamos mostrar isso na nossa história”, garantiu.

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Eduardo Mossri que dávida ao patriarca do núcleo libanês, afirmou: “Um assunto da novela é a pluralidade. Temos o povo de Batanga, libaneses, portugues, turcos, ingleses e brasileiros, focando aqui no Rio Grande do Norte, e isso é uma herança do noso país. Somos extamente esa msitura e nossa força vem exatamente disso. […] Quero muito ver os conflitos se desenrolarem, mas sem nunca perder a beleza do que veio antes e nos formam como indivíduos”.

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Raphael Araujo Barboza é formado em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. OFuxico foi o primeiro lugar em que começou a trabalhar. Diariamente faz um pouco de tudo, mas tem como assuntos favoritos Super-Heróis e demais assuntos da Cultura Pop (séries, filmes, músicas) e tudo que envolva a Comunidade LGBTQIA+.