Batanga: Reino africano promete dominar ‘A Nobreza do Amor’
Por Flavia Cirino - 10/02/2026 - 13:04

Batanga, um reino africano fictício repleto de nobreza, guerreiros e ambições perigosas, será o grande cenário de “A Nobreza do Amor”, próxima novela das seis da Globo, com estreia prevista para 16 de março. Localizado na costa ocidental da África, o país surge como uma ex-colônia portuguesa marcada por savanas, tradições ancestrais e, sobretudo, grandes riquezas minerais.
Qual a história de ‘A Nobreza do Amor’?
A trama, assinada por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr., com direção artística de Gustavo Fernández, constrói Batanga a partir de referências históricas e culturais de diferentes nações africanas. Assim, a novela aposta em um universo diverso, que foge da visão simplificada de um continente único.
No passado, Batanga viveu sob domínio português. Entretanto, no fim do século XIX, conquistou a liberdade após uma guerra liderada pelo futuro rei Cayman II (Welket Bungué). Ao lado dele, Niara (Erika Januza) e Jendal (Lázaro Ramos), tiveram participação decisiva na construção do novo país.
Um reino africano inspirado em múltiplas Áfricas
Batanga nasce como um espaço simbólico, onde elementos culturais, geográficos e artísticos se cruzam. Welket Bungué, ator natural de Guiné-Bissau, destaca justamente essa pluralidade na abordagem da novela.
“Enquanto narrativa afro-brasileira, acho que essa novela parte de um olhar situado no Brasil, mas construído de forma transversal. ‘A Nobreza do Amor’, nos vários encontros que provoca, acaba refletindo a multiplicidade das Áfricas através dos símbolos, dos trajes, da escultura, da geografia e da diversidade dos povos, afastando-se da ideia de um continente homogêneo”, afirma.
Erika Januza, que interpreta a rainha Niara, também celebra o destaque dado à ancestralidade africana em horário nobre. Para ela, a produção chega em um momento de grande expectativa do público.
“‘A Nobreza do Amor’ vai trazer muito do que a gente sempre sonhou em ver na televisão. O povo estava sedento por uma história como essa, que vai misturar nossa herança de África com a cultura nordestina. Muita gente vai se conectar”, diz a atriz.
Assim, Batanga se apresenta não apenas como cenário, mas como personagem central da história.
Princesa Alika e a profecia que ameaça a dinastia
Em tempos de paz, o povo de Batanga celebra o nascimento da princesa Alika, herdeira do trono. Filha única de Cayman e Niara, ela carrega um nome com significado especial: “a mais bela entre as belas”.
A jovem, interpretada por Duda Santos, cresce cercada por expectativas e pressões políticas. Segundo Oruka, zelador do oráculo do reino, uma sombra se aproxima e ameaça a continuidade da dinastia. Por isso, a corte planeja um casamento estratégico: Alika deve se unir a Jendal, primeiro-ministro e homem de confiança do rei.
Saiba mais sobre a personagem de Erika Januza
Entretanto, a princesa rejeita a ideia de um destino imposto. Além disso, ela passa a interferir diretamente em decisões econômicas que sustentam Batanga, principalmente na exploração do tungstênio, metal valioso que movimenta a economia local.
Alika convence o pai a firmar um acordo com comerciantes turcos, representados pelo Paxá Soliman (Marco Ricca) e por Omar (Rodrigo Simas). A decisão, no entanto, desperta a fúria de Jendal, que lucrava com negociações feitas com ingleses.
Duda Santos fala com emoção sobre o papel
“Estou profundamente honrada e emocionada com a oportunidade de dar vida a essa personagem. Interpretar uma princesa africana em horário nobre, em uma novela que valoriza nossa ancestralidade e abre espaço para discutir questões essenciais, como identidade e representatividade, é uma responsabilidade imensa, um grande privilégio. Cresci sonhando com personagens que refletissem a força, a beleza e a complexidade da nossa cultura”, conta.
Jendal, o golpe e a tomada do trono
A ambição de Jendal cresce à medida que ele percebe a chance de controlar Batanga. Com apoio dos ingleses, ele executa um golpe e toma o trono. A partir daí, o antigo aliado se transforma no maior inimigo da família real.
Autoproclamado rei, Jendal ordena a morte de Cayman, Niara e Alika. A família tenta fugir, mas acaba capturada. O destino muda apenas quando a princesa decide voltar atrás e aceita se casar com o tirano para salvar seus pais.
Lázaro Ramos, que interpreta o primeiro vilão de sua carreira, revela entusiasmo com o desafio.
“O que me atraiu nesse projeto, primeiramente, foi a possibilidade de fazer um vilão, algo pelo que ainda não havia transitado na carreira, principalmente em televisão. Além disso, o texto da novela é muito bonito, importante. Eu queria muito participar desse momento, dessa história que vamos contar. Jendal é um personagem muito desejado”, afirma.
Na trama, Jendal também aparece como viúvo e pai de Kênia (Nikolly Fernandes), jovem ambiciosa, seduzida pelo luxo e pelo status do poder.
O casamento com Alika acontece, mas não se consuma. Mesmo assim, ele garante ao vilão uma aparência de legitimidade.
Fuga para o Brasil e a resistência contra a tirania
A família real percebe que não resta alternativa: fugir se torna questão de sobrevivência. O plano surge para o dia do casamento, com apoio de Omar, filho do negociante turco, que se apaixona por Alika desde o primeiro encontro. Além dele, Dumi, chefe da guarda de Batanga, também participa da estratégia.
Rodrigo Simas comenta mistura de ação e romance: “Eu me sinto feliz e honrado de participar de um projeto tão grandioso. O Omar é um homem muito leal, elegante, cuja história vai mudar ao conhecer Alika. O público pode esperar muita ação e romance nessa relação”, diz.
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Na fuga, Cayman sofre um acidente fatal. Antes, ele entrega à filha uma missão definitiva: limpar o nome da família e recuperar o trono. Além disso, revela o caminho que mãe e filha devem seguir: o Brasil.
Omar acaba ferido e capturado pelos soldados de Jendal. Ainda assim, Alika e Niara conseguem embarcar rumo a Natal, no Rio Grande do Norte. Depois, seguem para Barro Preto, cidade do interior onde encontram abrigo com José (Bukassa Kabengele) e Teresa (Ana Cecília Costa).
José guarda um segredo decisivo: ele é Zambi, irmão de Cayman, que anos antes abdicou do trono para viver no Brasil ao lado da mulher que amava.
Refugiada, Alika passa a organizar a resistência contra Jendal. Ela conta com aliados estratégicos dentro e fora do palácio. Dumi finge lealdade ao novo rei para manter posição privilegiada. Chinua (Hilton Cobra), conselheiro fiel de Cayman, permanece no cargo e fornece informações importantes.
Além disso, guerreiros como Akin (André Luiz Miranda) e Ladisa (Rita Batista) surgem como peças fundamentais na luta para derrubar o tirano e permitir o retorno triunfal de Alika e Niara a Batanga.
É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino

























