Coração Acelerado expõe trauma de Janete e passado vem à tona
Por Flavia Cirino - 13/01/2026 - 07:24

Coração Acelerado começa a abrir as feridas de Janete (Leticia Spiller) e transforma o passado da personagem em peça-chave da narrativa. Em flashbacks ambientados em 2005, a novela revela traumas profundos, segredos guardados a sete chaves e uma sequência de humilhações que explicam por que a artista se afastou da cidade e passou a viver apenas pela música e pela filha.
Como será a primeira semana de ‘Coração Acelerado’
A trama revisita um passado doloroso, marcado por machismo, traições fabricadas e isolamento social, além de mostrar como a música e a maternidade sustentaram a personagem nos momentos mais sombrios. Dessa forma, o público passa a entender por que a artista se tornou uma mulher reservada, desconfiada e resistente ao amor.
Ao longo das duas primeiras semanas, a história aposta em flashbacks de quando Janete tinha apenas 21 anos. Na época, ela sonhava em viver da música, embora enfrentasse resistência dentro de casa e no relacionamento. O pai, Eliomar (Stepan Nercessian), rejeitava a ideia de ver a filha nos palcos, enquanto o noivo, Alaorzinho (Daniel de Oliveira), reforçava uma postura autoritária e controladora, típica de quem confunde amor com posse.
Machismo, humilhação pública e a primeira grande ruptura
O conflito explode durante uma festa chamada Nó em Pingo D’Água, produzida pelo próprio Alaorzinho. Ao flagrar Janete cantando no palco, ele perde o controle e interrompe o show diante de todos. Bêbado e transtornado, ele invade a apresentação e grita: “Cabô a palhaçada, Janete! Chega! Sabe quando noiva minha vai se exibir desse jeito num palco? É nunca! Vambora!”. A humilhação pública se torna um divisor de águas na vida da jovem.
Logo depois, Janete aparece destruída no camarim, chorando sozinha, até ser surpreendida por um desconhecido. Jean Carlos (Ricardo Pereira) se apresenta de forma educada e sedutora: “Desculpa, eu bati, cê não ouviu. Eu vi teu show… Até onde deu. Muito bom. Meu nome é Jean Carlos, sou empresário…”. O encontro, que parece casual, na verdade integra uma armação cruel.
Armação da irmã, queda social e gravidez solitária
Sem que Janete desconfie, Jean Carlos atua a mando de Zilá (Leandra Leal), sua própria irmã. Movida por inveja e rancor, a vilã planeja um golpe completo. Primeiramente, ela contrata o empresário para seduzir a mocinha. Em seguida, prepara o cenário para Alaorzinho flagrar Janete dormindo na mesma cama que Jean Carlos. Por fim, faz com que o rapaz encontre um anel valioso de sua família entre os pertences da noiva.
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Convencido de que foi traído e roubado, Alaorzinho rompe o noivado e espalha sua versão pela cidade. Em pouco tempo, Bom Retorno vira as costas para Janete. Até Eliomar se volta contra a filha, aprofundando o isolamento da jovem artista. Sozinha e emocionalmente devastada, ela ainda descobre uma gravidez inesperada.
Algum tempo depois, nasce Agrado, interpretada por Isadora Cruz na fase adulta. Janete cria a filha sem apoio, sem revelar a identidade do pai e acreditando que Jean Carlos seja o responsável. Por isso, ela evita qualquer aproximação entre a menina e o homem que considera um canalha. A partir daí, Janete passa a integrar a caravana de Zuzu (Elisa Lucinda), segue com a música como sustento e mantém distância de Bom Retorno por muitos anos, até que o destino a empurre de volta para o lugar onde tudo desmoronou.
É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino

























