Jeniffer Nascimento sobre ‘Êta Mundo Melhor’: ‘Não fui mocinha’
Por Raphael Araujo - 13/03/2026 - 09:19
Foto: Globo/Beatriz Damy e Reprodução/Instagram - MontagemA trajetória de Dita Ribeiro em “Êta Mundo Melhor”, da Globo, ganhou leitura especial de quem viveu cada etapa da personagem. Em entrevista ao gshow, Jeniffer Nascimento analisou o caminho da jovem que saiu de uma vida difícil na roça e conquistou espaço como rainha do rádio, além de voz ativa diante de injustiças.
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Para a atriz, a personagem se destacou justamente por fugir do modelo tradicional de protagonista. Por isso, ela define a jornada como uma história de superação e coragem: “A Dita não foi mocinha, ela foi heroína, porque ela se permitia ser vulnerável. Então, ela não baixou a cabeça diante de injustiças, todas as adversidades, ela deu a volta por cima”.
“Se ela achava que estava ruim, ela ia tirar satisfação mesmo. E eu achei isso muito legal, porque eu acho que ninguém é uma coisa só”, diz Jeniffer em entrevista ao gshow. Ao longo de “Êta Mundo Melhor”, o público acompanhou momentos em que Dita reagiu sem hesitar a provocações e críticas.
Em diversas ocasiões, ela enfrentou comentários de Rosane Gofman, que interpretou Olímpia, atriz de radionovela que alimentava rivalidade marcada por inveja. Outro ponto marcante da trama envolveu a relação da personagem com Candinho (Sérgio Guizé). Segundo Jeniffer, a dinâmica entre os dois personagens construiu um contraste que impulsionou a narrativa.
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“O Candinho é um exemplo de integridade, de bondade […], e a Dita também tem essa doçura, mas não gosta de injustiça. Ela foi um contraponto importante para ajudá-lo a atravessar as adversidades”, explica. Assim, enquanto o protagonista mantinha a pureza característica do personagem, Dita trazia uma postura mais combativa. Dessa forma, a personagem participou diretamente de momentos decisivos da história.
Cenas emocionantes para Jeniffer
Entre as sequências que mais marcaram a atriz, um momento ganhou destaque especial: o discurso de Dita após o filho sofrer preconceito na escola por causa da condição de mãe desquitada. “Foi um cena muito forte, que eu tive um feedback muito grande também, porque, apesar de a gente estar no século 21, você ser mãe solo ainda é um tabu”, relata.
Além disso, outra cena provocou forte emoção nos bastidores. A personagem ensinou a tia Manoela, interpretada por Dhu Moraes, a ler. “Me senti contando um pouco da história da minha família e do Brasil”. Nos bastidores de “Êta Mundo Melhor”, Jeniffer também celebrou a troca com nomes consagrados da televisão e o ambiente entre o elenco.
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“Todo mundo sempre muito disponível a jogar, a ensinar, a ajudar, independente de quem estava começando agora ou quem já tem mais de 50 anos de carreira. Um dos nossos grandes trunfos foi isso: todo mundo tinha a humildade de jogar de igual para igual”.
A atriz já carregava admiração por colegas que conheceu em “Êta Mundo Bom!”. Entre eles estão Elizabeth Savala, que interpretou Cunegundes, e Ary Fontoura, o Quinzinho. Além desses reencontros, Jeniffer celebrou a parceria inédita com Nívea Maria, que viveu Margarida.
“Virou um dos meus grandes amores, a princesinha da televisão e do horário das seis”. Durante as gravações, outro momento ganhou significado especial para a atriz. Trabalhar ao lado de Tony Tornado trouxe reflexões sobre trajetória e representatividade na televisão.
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“Gravar com Tony Tornado, que pavimentou tanto esse caminho para que hoje eu pudesse ser protagonista, e vê-lo emocionado, vendo a Dita como protagonista, sendo capa da Billboard, virando rainha da rádio… realmente é algo muito gratificante”.
Raphael Araujo Barboza é formado em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. OFuxico foi o primeiro lugar em que começou a trabalhar. Diariamente faz um pouco de tudo, mas tem como assuntos favoritos Super-Heróis e demais assuntos da Cultura Pop (séries, filmes, músicas) e tudo que envolva a Comunidade LGBTQIA+.





















