Vivo ou morto? Saiba qual será o final de Ferette em ‘Três Graças’
Por Flavia Cirino - 22/01/2026 - 07:03
Ferette (Murilo Benício) - Foto: GloboA reta final de “Três Graças” promete romper expectativas e intensificar o clima de tensão na novela das nove da Globo. O autor decidiu alterar completamente o destino de Ferette, personagem de Murilo Benício, contrariando especulações que apontavam Misael como responsável pelo fim do vilão. Em vez disso, a trama segue por um caminho mais denso, marcado por justiça tardia e consequências humanas profundas.
Misael e Consuelo: Casal da vida real?
Após se envolver em um escândalo de falsificação de medicamentos, Ferette logo abandona o Brasil e foge para a Europa na tentativa de escapar das punições legais e do cerco público. No entanto, longe do antigo império financeiro, ele passa a viver à margem, muda de endereço com frequência e convive diariamente com o medo de ser localizado. A fuga, embora estratégica, não devolve o poder que um dia o cercou.
Queda solitária e paranoia fora do Brasil
Procurado pela Interpol, Ferette deixa de ser o empresário influente que controlava pessoas e situações. Sem aliados e distante dos antigos cúmplices, ele enfrenta uma rotina dominada pela paranoia e pelo isolamento. O dinheiro, antes escudo contra qualquer ameaça, perde força diante da pressão constante e da culpa acumulada ao longo dos anos.
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A narrativa reforça que a impunidade tem prazo de validade. Cada passo dado pelo vilão fora do país amplia a sensação de desgaste psicológico. Ele passa a carregar não apenas o peso dos crimes, mas também a certeza de que não existe refúgio seguro para quem construiu sua trajetória sobre mentiras e destruição.
Justiça fora do tribunal muda o rumo da trama
De acordo com o colunista André Romano, a virada mais impactante surge quando Ferette cruza o caminho do filho de uma de suas vítimas. Marcado pela dor e pela revolta, o jovem decide agir por conta própria e protagoniza um acerto de contas definitivo.
A cena, descrita como brutal, desloca o foco da vingança tradicional e aposta no impacto humano dos crimes cometidos ao longo da história. Com essa escolha narrativa, “Três Graças” abandona a lógica previsível de punição direta entre rivais e amplia o debate sobre responsabilidade e consequências.
O autor transforma o desfecho de Ferette em um símbolo do rastro deixado por decisões movidas pela ganância e pelo desprezo à vida, reforçando o tom sombrio que domina os capítulos finais da novela.
É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino























