Ex-príncipe Andrew perde coleção de pelúcias após novo rebaixamento
Por Flavia Cirino - 13/02/2026 - 09:46

Andrew Mountbatten-Windsor, que viu sua imagem ruir dentro da monarquia britânica, iniciou mais um capítulo distante dos holofotes. Depois de anos de crise, ele se mudou para um endereço bem mais modesto em Sandringham, na região de Norfolk, na Inglaterra. Assim, o ex-príncipe precisou se adaptar a uma rotina muito diferente daquela que viveu no auge da realeza.
Na quinta-feira, 12 de fevereiro, Andrew apareceu deixando Marsh Farm, propriedade particular do rei Charles III. No entanto, um detalhe chamou atenção: ele saiu sem a famosa coleção de bichos de pelúcia que sempre manteve por perto. O gesto simbolizou, para muitos, mais uma perda em meio à queda de prestígio que o acompanha desde o escândalo envolvendo Jeffrey Epstein.
Coleção de cerca de 60 pelúcias fica para trás
Segundo informações do jornal alemão Bild, Andrew cultivava uma relação quase obsessiva com os bichos de pelúcia. A coleção reunia cerca de 60 peças, organizadas de forma cuidadosa ao longo dos anos. Ainda assim, na mudança, ele levou apenas um ursinho, enquanto os demais itens ficaram armazenados em um galpão, junto de outros objetos pessoais.
Por que o Rei Charles tirou o título de príncipe de Andrew?
Além disso, fontes próximas à família real apontaram que o episódio trouxe grande desconforto emocional ao duque. Uma pessoa ouvida pela publicação Heatworld afirmou que as emoções de Andrew “estavam à flor da pele”, principalmente porque ele tenta lidar com a reviravolta radical que transformou sua vida pública e privada.
Dessa forma, até mesmo um hábito considerado excêntrico ganhou peso simbólico, já que reflete o isolamento crescente do filho da rainha Elizabeth II.
Relação com Epstein derrubou títulos e espaço na monarquia
A derrocada de Andrew começou após a descoberta de sua proximidade com Jeffrey Epstein, financista acusado de crimes sexuais e encontrado morto em uma prisão de Nova York em 2019. Desde então, o nome do príncipe passou a ser associado a denúncias graves e a uma crise sem precedentes para a Casa Real britânica.
Em entrevista à BBC depois da morte de Epstein, Andrew tentou justificar a amizade e afirmou que “ainda não se arrependia” da relação, pois “conhecer Epstein teve alguns resultados muito benéficos”. A declaração provocou forte repercussão negativa e, pouco depois, ele se afastou dos deveres reais. Assim, desde novembro de 2019, deixou de frequentar eventos públicos ligados à monarquia.
Com o passar do tempo, a pressão aumentou, e o espaço do príncipe dentro da instituição praticamente desapareceu.
Acordo milionário e novas revelações ampliam controvérsia
Três anos depois, Andrew firmou um acordo extrajudicial com Virginia Giuffre, que o acusava de abuso sexual quando era adolescente. O valor estimado chegou a 10 milhões de libras, cerca de R$ 71 milhões. Além disso, um mês antes do acordo, a rainha Elizabeth II já havia retirado seus cargos honorários, o que também o impediu de usar o tratamento de “Sua Alteza Real”.
O caso ganhou contornos ainda mais pesados com relatos pessoais de Virginia. Um ex-namorado contou que ela temia ser “morta como Diana” após ser forçada a fazer sexo com Andrew. Segundo ele, a jovem, então com 17 anos, ligou aterrorizada poucas horas depois de ter sido supostamente traficada para Londres em março de 2001.
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Virginia morreu em abril do ano passado, aos 41 anos. Ainda assim, suas acusações continuaram a repercutir. Em outubro, um livro de memórias atribuído a ela trouxe novas alegações, incluindo a afirmação de que Andrew participou de “orgia com nove adolescentes”, pouco antes de ela perder um bebê.
Além disso, imagens divulgadas pelo Departamento de Justiça dos EUA mostraram Andrew ajoelhado sobre o corpo de uma mulher em uma propriedade de Epstein. A imprensa britânica aponta que a mulher seria vítima de tráfico sexual.
Enquanto isso, longe do centro do poder, Andrew segue em retiro, agora com menos títulos, menos privilégios e até sem a coleção de pelúcias que marcou sua vida privada.
É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino























