Harry hesitou até o fim antes de deixar a realeza, revela nova biografia
Por Flavia Cirino - 20/04/2026 - 08:02
Príncipe Harry em documentário / Reprodução Tv / ITV YouTubeDesde janeiro de 2020, Príncipe Harry e Meghan Markle vivem longe dos compromissos oficiais da monarquia britânica. Hoje instalados em Montecito, na Califórnia, eles seguem com os filhos, Príncipe Archie, de seis anos, e Princesa Lilibet, de quatro. No entanto, um novo olhar sobre essa ruptura veio à tona e muda o tom da história.
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De acordo com o livro “Queen Elizabeth II”, do biógrafo Hugo Vickers, Harry não tomou a decisão de saída com tanta convicção quanto parecia. Pelo contrário: até os momentos finais, ele teria se mostrado disposto a negociar uma alternativa. Ou seja, embora o anúncio público tenha soado definitivo, nos bastidores o cenário ainda estava em aberto.

Impasse selou a decisão
Naquele início de ano, o casal propôs um modelo intermediário, frequentemente descrito como “meio dentro, meio fora”. A ideia, portanto, envolvia conciliar funções institucionais com projetos independentes e geração de renda própria. Ainda assim, quando o plano chegou à mesa da família real, a resposta foi direta.
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Segundo o relato, três nomes-chave participaram das articulações: Edward Young, Clive Alderton e Simon Case, então secretários privados da Rainha Elizabeth II, do atual Rei Charles III e do Príncipe William. A partir dessas conversas, ficou evidente que não haveria espaço para um meio-termo.
Pouco depois, ocorreu a reunião decisiva em Sandringham. Harry sentou-se com a avó, o pai e o irmão para alinhar o futuro. Nesse encontro, segundo o livro, ele recebeu uma posição clara: não existia caminho híbrido. Diante disso, restavam apenas duas opções — permanecer integralmente ou sair por completo.
“O Príncipe Harry foi para a reunião em Sandringham e lhe foi dito que ou ele ficava totalmente dentro [da Família Real] ou totalmente fora. Ele voltou para o Canadá – relutantemente fora [da Família Real]”, escreveu o autor.
Declaração oficial e tom conciliador
Logo após a reunião, a própria Rainha Elizabeth II divulgou um comunicado que, embora institucional, carregava um tom pessoal. Ainda que a decisão contrariasse preferências internas, a monarca demonstrou apoio ao neto e à sua família.
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“Hoje, minha família teve discussões bastante construtivas sobre o futuro do meu neto e da sua família”, começou.
“Eu e minha família apoiamos completamente o desejo de Harry e Meghan de criarem uma nova vida como uma jovem família. Mesmo que fossemos preferir que eles continuassem totalmente como membros da Família Real, respeitamos e entendemos a vontade deles de viver uma vida mais independente como família, enquanto continuam sendo uma parte valiosa da minha família”.
Além disso, ela destacou um ponto central: a independência financeira do casal.
“Harry e Meghan deixaram claro que não querem depender de fundos públicos em suas novas vidas. E por isso foi acordado que haverá um período de transição em que os Sussex passarão tempo no Canadá e no Reino Unido. São questões complexas para minha família resolver e haverá trabalho a ser feito, mas eu pedi para decisões finais sempre tomadas nos próximos dias”.
Assim, entre negociações, limites institucionais e decisões familiares, a saída de Harry ganha novas camadas — e, consequentemente, revela que o rompimento, longe de ser simples, envolveu dúvida, resistência e, sobretudo, escolhas difíceis.
É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino























